Minha participação na São Silvestre no final de 2024 foi algo que repercutiu entre meu círculo de amigos e pessoas próximas. Achei muito legal que isso serviu de inspiração e motivação para que outros começassem a correr também. Como sempre digo, a corrida é algo que serve principalmente para cuidarmos da nossa saúde, seja ela física ou mental. Ajuda a definir metas e objetivos pessoais e trabalhar para consegui-los.
Por isso achei muito legal quando um amigo começou a correr, com a meta de participar da São Silvestre algum dia. Foi legal vê-lo progredir em caminhadas e corridas mais longas, até que começou a participar de provas de 5k e me convidou para ir com ele em uma prova de 10k. Tratava-se de uma prova do tradicional circuito da Track and Field Run Series, que conta também com parceria do Santander. Trata-se de uma iniciativa de marketing da marca. Promovem corridas nas imediações dos shopping centers com lojas da Track and Field. Você ganha aquele cupom de desconto esperto para gastar na loja no dia da entrega do kit. E ainda tem isenção do estacionamento do shopping por algumas horas no dia da corrida.
Já participei de uma prova deles no ano de 2019, no Shopping Colinas, em São José dos Campos. Naquela ocasião, comentei nesse
post que a prova era bem organizada, mas que curiosamente eu nunca havia participado. Não deixa de ser curioso que eu só voltei a participar 7 anos depois, e só porque alguém me convidou. A diferença é que dessa vez a prova foi no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Achei legal até mesmo porque eu não conhecia aquele shopping, nunca havia ido lá. O kit da corrida mostrou-se bastante recheado, cheio de brindes dos mais diversos patrocinadores. Algo que tem sido um tanto quanto raro hoje em dia.
Veio então o dia da corrida e a largada. Fomos em 3 amigos para a largada. Um deles com a meta de apenas completar a prova e o outro com meta de bater seu RP (recorde pessoal) que era de cerca de 48 minutos no 10k. O meu é de 50min15seg, registrado nos
10Km A Tribuna em 2015. Mas eu estava ciente de que estava longe de estar treinado para tal. Comentei que meu tempo ficaria entre 50 e 55 minutos, sendo bem realista.
Veio então a largada às 06:00 da manhã em um domingo ensolarado em um corredor bastante estreito em uma pista da Marginal Pinheiros próxima ao shopping. Achei um espaço ruim, difícil de acomodar a quantidade de pessoas. Mas pouco após passar o pórtico e o tapete da largada o espaço abriu e foi possível encontrar o espaço pra correr sem grandes dificuldades. Logo no começo da prova, já vem o desafio da subida da ponte estaiada da Marginal Pinheiros, considerado um cartão-postal da cidade de São Paulo.

Nessa subida, logo no primeiro quilômetro da prova, consegui ultrapassar muita gente. E ainda cravei 5min43seg, média superior à 10km/h. Na descida eu dei uma segurada no ritmo, até mesmo por questão de prevenção de lesão, e fui ultrapassado por muita gente que simplesmente solta o gás. Em seguida, indo pela Marginal Pinheiros do outro lado do rio, em um trecho plano, voltei a ultrapassar algumas pessoas. E assim fui seguindo, conseguindo manter um ritmo de cerca de 5min15seg pela maior parte do tempo. Como a corrida foi muito cedo, o clima estava bastante fresco e agradável, o que facilita bastante para manter um bom ritmo de prova. Fiz o retorno em uma curva 180 graus no km4, com o tempo de 21min35seg. Esse era o ponto em que a prova bifurcava entre quem ia fazer 10km e quem ia fazer 21km. Logo após o retorno, havia distribuição de água e isotônico. Acabei reparando muito tarde sobre o isotônico e não consegui pegar. Achei muito estranho pelo fato de ser no km4. Mas, se levar em consideração que para o pessoal da meia ali já era o km15, então fazia todo o sentido aquele posto de hidratação ali. Aliás, até melhor eu não ter pego, aquele isotônico estava lá justamente para quem estava encarando o desafio dos 21k.
Passei pelo km5 com a marca de 26min46seg. Ou seja, projeção de ficar entre 53-54 minutos. Segui o resto da corrida procurando manter o ritmo. Veio a subida da ponte pouco após passar o km8 da prova. Completei o km9 perto do ponto mais alto da ponta, com o relógio registrando exatos 48 minutos. Ou seja, um sprint final abaixo de 5 minutos me daria um tempo abaixo de 53 minutos, melhor que da minha
última prova de 10k, que havia sido de 53min11seg. De fato meu relógio marcou de 10k com o tempo abaixo dos 53 minutos, mas o pórtico de chegada ainda estava um pouco à frente. Cruzei o pórtico com o tempo de 53min34seg, com o relógio marcando 10.12km. 120 metros a mais, portanto. Conversando com o pessoal na chegada, vi que todo mundo marcou algo parecido.
E com relação aos meus amigos? Bem, um deles conseguiu seu RP fazendo abaixo de 48 minutos. E o outro conseguiu completar seu primeiro 10k, com um tempo pouco acima de 1 hora. Bom demais! Todos ficaram muito felizes!
Seguem os registros de altimetria e as minhas parciais, conforme registrados pelo meu relógio. Me chamou a atenção que a variação de altimetria foi de apenas 22 metros. Achei que a ponte fosse mais alta. Também estranhei que pelas variações não é possível dizer claramente onde se encontrava a ponte. Pelo visto a precisão de altimetria registrada pelo relógio não é das melhores.

Com relação às parciais, fica nítido como consegui manter um ritmo razoavelmente constante ao longo da prova, perdendo um pouco nos trechos de subida, e com o sprint final. Também fica registrada a distância, pouco maior do que 10k.
Pra finalizar, como não poderia deixar de ser, segue a foto da medalha, com direito à ponte estaiada em alto-relevo.