Comecei a escutar o pessoal da organização da prova anunciar que o líder da meia estava chegando, e já podia ouvir as sirenes das motos dos batedores que escoltavam o líder. Ao fazer o retorno no final do Anel Viário, pude ver o líder chegando no outro sentido. Faltavam pouco menos de 500m para o fim e eu já conseguia visualizar o pórtico da chegada ao longe. Por mais sem sentido que seja, falei pra mim mesmo que não deixaria o campeão da meia chegar antes de mim! Iniciei então um baita sprint final! A propósito, a foto ao lado corresponde a esse sprint final. Achei que ficou legal, mostra meus dois pés fora do chão. Créditos da foto para uma colega do trabalho, a Michelle, (do grupo do whatsapp) que participou na categoria 5k. sábado, 8 de junho de 2024
Quem corre entende: Circuito Oscar Fila 10k
Comecei a escutar o pessoal da organização da prova anunciar que o líder da meia estava chegando, e já podia ouvir as sirenes das motos dos batedores que escoltavam o líder. Ao fazer o retorno no final do Anel Viário, pude ver o líder chegando no outro sentido. Faltavam pouco menos de 500m para o fim e eu já conseguia visualizar o pórtico da chegada ao longe. Por mais sem sentido que seja, falei pra mim mesmo que não deixaria o campeão da meia chegar antes de mim! Iniciei então um baita sprint final! A propósito, a foto ao lado corresponde a esse sprint final. Achei que ficou legal, mostra meus dois pés fora do chão. Créditos da foto para uma colega do trabalho, a Michelle, (do grupo do whatsapp) que participou na categoria 5k. quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Desafio Farma Conde Arena
Porém, logo no começo do ano passei por problemas pessoais que até me tiraram do foco das corridas. Não cheguei a parar com meus treinos, mas também não procurei novos desafios por um bom tempo.
Foi realmente quase no meio do ano, após ver vários amigos participando de uma Meia Maratona em São José dos Campos, que me animei e resolvi correr alguma prova. Dado o calendário local, uma boa candidata seria o Desafio Farma Conde Arena.
Situada na Via Oeste, uma via expressa de trânsito rápido em São José dos Campos, esse ginásio poli-esportivo foi uma daquelas obras de infra-estrutura que volta e meia era paralisada e depois retomada. Não acompanhei muito de perto o desenrolar dessa história, mas fato é que depois de muito tempo finalmente a arena foi concluída e havia sido recentemente inaugurada. A corrida de rua serviria, portanto, até mesmo para as pessoas poderem conhecer a arena e as imediações.
Desnecessário dizer que a entrega do chip foi na própria arena. A única coisa que lamento é que não foi dentro da quadra do poli-esportivo (como acontece por exemplo com a entrega dos kits da São Silvestre, que até a última vez que participei era dentro do Ginásio do Ibirapuera), mas sim no átrio de entrada do público. Dessa forma, não foi possível entrar na arena propriamente dita, mas apenas dar uma olhada de relance.
No dia da corrida, o amplo estacionamento da nova arena estava disponível para os participantes. E a própria concentração para a prova estava sendo realizada ali.
Ao contrário da Meia de Santos, realizada em Novembro de 2021, com todos os cuidados necessários com a pandemia, a organização dessa prova não parecia minimamente preocupada com o vírus. Não foi necessário apresentar teste PCR ou comprovante de vacina para a retirada do kit, e muito menos para a entrada na região da largada. Eu me senti um extraterrestre por ter ido buscar meu kit de máscara, e por ficar com ela durante a concentração sempre muvucada da largada. Isso porque conheço muita gente que ficou doente no mês anterior. Um sinal de que, se a pandemia ainda não havia passado de fato, pelo menos a preocupação da maior parte das pessoas, essa sim já havia sido deixada para trás.
O percurso da corrida não foi muito diferente da prova da Track and Field do Shopping Colinas que participei em 2019. A diferença residia basicamente no ponto de largada e chegada (Arena ao invés do Shopping). Mas a bela manhã de sol de domingo no inverno e o ar até mesmo um pouco bucólico da Via Oeste foram uma bela inspiração para a participação nessa prova. Curiosamente encontrei um colega de trabalho na largada que eu nem sabia que corria. E pelo visto nem ele! Acabou me contando que era sua primeira corrida, que havia começado fazia pouco tempo por recomendação médica. Desejamos boa sorte um ao outro e logo foi dada a largada e estávamos correndo.
Eu não tinha nenhuma meta de tempo para a prova. Meu recorde pessoal dos 10k, obtido na prova da Tribuna em 2015 com 50min15seg, seria praticamente inalcançável dado meu nível de treino. Terminar a prova abaixo de 1h era praticamente obrigação para mim, pois sempre consegui fazer pelo menos esse tempo. Ficar abaixo dos 55min já parecia uma meta factível dada a realidade do momento.
Comecei a corrida um tanto quanto tranquilo, tentando apenas manter um bom ritmo e apreciar a paisagem da Via Oeste. Completei o primeiro quilômetro com 4min56seg, e logo constatei que tinha que reduzir um pouco o ritmo. Os dois quilômetros seguintes foram feitos com média de 5min08seg. Ainda muito forte, e eu percebia que não seria possíel manter o mesmo ritmo. O quarto quilômetro veio com 5min20seg, e a partir daí a coisa já parecia mais realista mesmo. Cruzei a marca dos 5km, metade do percurso, com 25min45seg. Na segunda metade da prova ainda mantive uma média de 5min20seg por quilômetro, tentando dar uma leve puxada no último quilômetro com o fôlego que ainda restava para cruzar a linha de chegada com 51min23seg! Nada mal!
Um outro detalhe é que foi apenas minha segunda corrida oficial com um relógio que marca as distâncias (antes disso usava o celular). E pela segunda vez a distância final marcada pelo relógio ficou abaixo da marcação oficial da corrida, foram apenas 9,78km. Uma pena, pois o app não reconhece que foi uma prova de 10km, logo não registra essa corrida como uma das melhores marcas de 10km. Acontece.
PS: Sim, a corrida foi em Agosto de 2022 e eu publiquei o post em Janeiro de 2024. Os desafios que a chegada da paternidade trouxe também impactaram a disponibilidade para treinar e participar de corridas. Retomar a escrita do post (que já estava bem avançado por sinal) durante o recesso de fim de ano foi uma forma de motivação para voltar a correr. Que venham portanto mais corridas!
domingo, 24 de novembro de 2019
Cavalo dado não se olham os dentes: Track and Field Run Series Colinas
Organizar corridas de rua tornou-se um grande mercado, e ao mesmo tempo uma boa estratégia de marketing para que marcas de material esportivo pudessem se promover. Não apenas aquelas com foco bastante específico em tênis, como é o caso de Asics e Mizuno, mas também aquelas que comercializam material esportivo de forma mais ampla. Este é o caso por exemplo da Track and Field, que organiza as suas corridas chamadas de "Track and Field Run Series", ou TFRS, sempre nas imediações dos shoppings nos quais possui loja. Dessa forma, fazem a retirada do kit na própria loja (sempre com aquele cupom de desconto camarada para você usar na loja no dia da retirada do kit ou do próprio evento) e utilizam o espaço do estacionamento do shopping para fazer a aglomeração e a dispersão pós-prova. Algo que contribui também para aumentar o movimento no shopping como um todo.
Claro que isso gerou alguns fatos curiosos. O primeiro é que a camiseta do kit era do modelo feminino e não era do meu tamanho. Uma pena pois era realmente de alta qualidade. Quem sabe não me inscrevo em uma próxima TFRS para ganhar uma pra mim também? Outro fato curioso é que corri com nome de mulher escrito no meu número do peito. Mas, exceto por um conhecido que encontrei na largada, ninguém deve ter reparado. Ou se reparou, não comentou nada.Mas, apesar da tecnologia no material esportivo, e dos brindes promocionais presentes no kit (algo que tem se tornado cada vez mais raro nas corridas de rua), chamou minha atenção o fato de o modelo do chip de cronometragem ser do tipo "old fashion", pois era daquele plástico duro com furinhos para você amarrar no cadarço e que você precisa devolver no fim da prova. Algo que vi apenas nas minhas primeiras corridas lá pelos idos de 2008 e 2009, e depois nunca mais. Desde então só tenho visto chips de plástico mais mole e descartáveis, evitando o trabalho de desamarrar o tênis logo após terminar a corrida. Ou até mesmo o chip de cronometragem no próprio número do peito. De todo modo, achei bastante curioso.

Eram 3 modalidades de corrida: 5k, 10k e 15k. Minha amiga havia se inscrito para os 10k, então foi nessa que participei. Melhor assim, eu não estava treinado adequadamente para encarar 15k, e também não gosto muito da distância de 5k. De todo modo, a largada e a chegada eram em conjunto, com as devidas separações acontecendo ao longo do percurso.
Por sinal, não era lá um percurso dos mais inspiradores. Mas também não era de todo ruim. A largada e a chegada aconteceram na rua de trás do Shopping Colinas em São José dos Campos. E depois disso, foi basicamente um vai-e-volta na Via Oeste, uma via expressa de trânsito rápido que conecta dois bairros da cidade. Logo, o fato de fazer um vai-e-volta em um percurso que é quase uma reta de 5km não é exatamente a coisa mais empolgante, muito embora as variações de declividade de fato tornassem a corrida mais interessante. Com relação à paisagem, ela também mudava muito pouco, basicamente com casas de um lado e vegetação do outro. E o interessante é que conforme a gente se afastava do bairro e o cenário tornava-se menos densamente povoado, a temperatura também caía.
Com relação à organização, só tenho o que elogiar pois foi realmente impecável. Tudo muito bem sinalizado, desde a largada até a chegada, passando pelos dois pontos da prova em que havia divisão de percurso devido à distância. A distribuição de água também ocorreu de forma bastante ampla e a cada 2,5km.
No final das contas acabei fazendo o tempo de 53m38s. Muito longe do meu recorde pessoal para a distância. Mas nada mal para quem não estava treinando adequadamente para isso. Claro que o clima frio que encontrei no dia contribuiu para isso.
Talvez a única coisa que eu não tenha gostado muito tenha sido da medalha. Além de não achá-la bonita, a inscrição do local e da data veio dentro de um plástico, e não gravada no próprio metal como acontece em outras provas. Provavelmente é a "medalha padrão" da TFRS que eles aproveitam para vários eventos que eles fazem em diferentes cidades e épocas do ano. Mas, como disse no título desse post, cavalo dado não se olham os dentes.
domingo, 16 de dezembro de 2018
10 anos correndo: 10km da Tribuna 2018
E quando digo hobby, quero dizer quase como uma segunda profissão. Algo que faço religiosamente toda semana, sem que ninguém me obrigue a fazê-lo. Corro pelo puro prazer da corrida. Comecei com a prova mais tradicional do pedestrianismo santista, os 10 Km da Tribuna, evento que pára a cidade inteira. Daí pra frente fui aumentando as distâncias: São Silvestre (15k), Pampulha (18k), Meia Maratona (21k) até finalmente atingir a tão sonhada Maratona de 42k.
A partir de então comecei a traçar algumas metas, como por exemplo correr a 100a. edição da Corrida de São Silvestre, que acontecerá somente em 2024. Uma outra meta, ou na verdade um compromisso, que coloquei para mim mesmo era o de correr novamente a prova da Tribuna no ano de 2018, pois seria a comemoração "oficial" do meu décimo aniversário como corredor. E lá fui eu.
A corrida de 2008 era uma grande novidade. Senti aquela ansiedade imensa na véspera da corrida e também nos momentos que antecediam da largada. Pequei pela falta de experiência e forcei muito no começo, mas consegui concluir no tempo que havia estabelecido como meta. Sem sombra de dúvidas cruzar a linha de chegada naquela ocasião foi uma emoção que, por mais que tente transcrever em palavras, é simplesmente indescritível.
Passados 10 anos, lá estava eu alinhando pela sétima vez para participar da prova da Tribuna. Algumas coisas mudaram desde então. O chip por exemplo, que antes era uma placa rígida de plástico que devia ser amarrado no cadarço e depois devolvido à organização, passou a ser uma placa mais flexível de plástico que não precisava ser devolvido à organização, até ter chegado ao ponto que encontrei na prova desse ano, que estava acoplado no número do peito. Detalhe: chip no número do peito foi a primeira vez que vi em uma prova.
O percurso continua basicamente o mesmo. Houve uma pequena alteração em 2012 logo no começo da prova, nas ruas que ligavam a saída do túnel à Av. Ana Costa. Nessa mesma avenida, o novo percurso passou a correr na mão contrária, de forma a liberar acesso a um hospital. Mas fora isso, é exatamente igual ao que já estou acostumado, bem plano e com longas retas, o que o torna um dos percursos mais rápidos da categoria.
Por outro lado, achei que a quantidade de bandas e grupos musicais se apresentando esse ano foi menor do que em outros anos. Talvez o número de participantes também tenha caído um pouco. Nas edições anteriores, a revistinha que acompanha o kit sempre mostrava o número de participantes, em número crescente ano após ano, tendo chegado até a 20 mil. Nesse ano não vi a informação em nenhum lugar. De todo modo, a minha percepção subjetiva é que essa continua sendo uma prova com muitos milhares de participantes. E mais do que isso: o apelo popular continua enorme, com muita gente nas ruas acompanhando e incentivando os corredores, um grande estímulo principalmente aos mais novatos. E é justamente esse o principal motivo que torna essa corrida tão especial.
Eu não tinha uma meta específica de tempo para esse ano, pois não fiz nenhum treinamento específico para a corrida. Terminei com 51m39s. Não foi o meu melhor tempo, mas ainda assim foi muito melhor do que o que eu estava esperando. Claro que 10 anos depois, após ter participado de inúmeras outras corridas, a emoção de cruzar a linha de chegada é diferente. Mas mesmo assim, correr continua sendo minha atividade física preferida, aquela que mais me dá prazer em realizar.
Ao longo desses 10 anos, foram 33 provas disputadas. Dessas, 2 foram maratonas e 7 foram meia-maratonas. As demais ficaram distribuídas em distâncias menores, embora a grande maioria fosse mesmo de 10k. Com esse número, acho que é uma boa meta tentar chegar em 100 medalhas, nem que eu leve mais 20 anos para conseguir fazer isso. E depois de atingir a meta, que tal dobrar a meta e chegar a 200 medalhas?
Por falar em medalhas, termino esse post da mesma forma que sempre fiz nesse blog, com a medalha da corrida. No caso, com a foto da 34a. medalha da minha coleção.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Corrida do Centro Histórico de São Paulo
Achei muito legal a ideia de uma corrida pelo Centro Histórico de São Paulo. Muitos acham que a cidade de São Paulo se resume apenas a ser o centro financeiro do país, sem grandes atrativos turísticos. Mas a bem da verdade, há muito o que se descobrir no centro da cidade. Passeios que muitos paulistanos provavelmente nunca fizeram. Não me julgo um profundo conhecedor da região, mas justamente o pouco que conheço foi o suficiente para me deixar com muita vontade de encarar uma corrida como essa.Retirei o kit na loja da Decathlon no Shopping Center Norte. Um apelo como sempre para a loja realizar a retirada do kit pois estimula o consumo naquele dia. Fazia muito frio e chovia aquela garoa fina do inverno paulistano (a prova foi no começo de agosto). No dia seguinte, não foi diferente. Fazia realmente muito frio, mas eu sabia que correr de casaco não ia dar muito certo pois eu iria sentir muito calor com a corrida. Decidi então ir com duas camisetas: uma de manga comprida por baixo e outra de manga curta por cima. Assim ajudou também a cortar um pouco o vento. E por mais que a largada fosse às 07:00 da manhã e o frio Sol de inverno ainda nem tivesse aparecido direito, fui com um boné pra proteger a cabeça do vento gelado.
Peguei um Uber para chegar no local da largada, mas foi um belo problema. Além do rapaz não conhecer muito bem o centro, várias ruas estavam interditadas por causa da corrida de tal forma que não dava para chegar muito perto do local da largada. Acabei descendo e indo a pé por um bom trecho. Pelo menos serviu de aquecimento. Ao chegar no local da largada, percebi a bobagem que eu havia feito. A área de concentração era bem na praça do Vale do Anhangabaú, com uma estação de metro bem no meio. Pelo menos usei essa informação para a volta.
Justamente pelo fato de a largada ser em um vale, o início da prova foi claramente em uma subida. E de uma forma geral, achei a prova bem interessante nesse aspecto. Dado o relevo do local da corrida, o percurso foi repleto de subidas e descidas. Muitas vezes de pouca declividade, mas fato é que em poucos momentos me senti correndo no plano. Também não haviam retas muito longas, pelo contrário. Muitas, mas muitas curvas. Isso foi muito interessante do ponto de vista de ter boa variação no percurso, mas por outro lado pode comprometer um pouco a velocidade. Outro ponto negativo foi o fato de todas as ruas serem muito estreitas, o que também dificultava um pouco as coisas, principalmente nos primeiros quilômetros.
Seja como for, após a Catedral da Sé passamos ao lado do Mosteiro São Bento, outro ponto turístico do centro da cidade que também está relacionado à igreja. Na sequência, passamos pela Santa Ifigênia, famosa por ser um "point" de comercialização de produtos eletrônicos. No Viaduto havia o segundo posto de hidratação da corrida, perto da marca de 5km.
A próxima avenida foi a São Luís, e logo começamos a tomar o caminho de volta rumo ao ponto de partida, onde seria também a nossa chegada. Chegamos de frente ao Teatro Municipal. No contorno havia o terceiro e último posto de hidratação, na marca de 7.5km. Na sequeência passamos pelo Largo do Payssandú. Infelizmente devo destacar também que nessa altura da prova encontramos aspectos negativos do centro da cidade, como por exemplo bêbados saindo de casas noturnas e tentando mexer com alguns corredores. Por mais que eu não tenha presenciado nenhuma cena condenável, é sempre uma experiência desagradável.
O ritmo de prova como um todo foi sempre muito bom durante todo o percurso. Não me preocupei muito com o tempo, só queria fazer abaixo de 1 hora. O que ficou claro que eu conseguiria desde os primeiros quilômetros. Mesmo assim, tentei o tempo todo manter um ritmo forte. Corri quase o tempo todo abaixo de 5m30s por quilômetro, o que me projetaria para abaixo de 55 minutos de prova. Mas, para minha surpresa, cruzei a linha de chegada com 50m37s. Achei estranho e quando fui ver, minha marcação estava em apenas 9.57km. Percebi que outros corredores comentavam exatamente a mesma coisa na zona de dispersão. Todos registraram distâncias entre 9.5km e 9.6km. Acho que os organizadores provavelmente queriam fazer uma prova de 10k, mas talvez não tenham conseguido liberação para utilizar mais ruas de modo a conseguir completar essa distância, por isso fizeram com uma distância quebrada. Tanto é que nem venderam como uma prova de 10k, mas sim como uma de 9k.
Para encerrar, como sempre, a foto da medalha.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
De volta ao batente: Oscar Running
A maior loja da Oscar em São José dos Campos fica no Vale Sul Shopping, na Zona Sul da cidade. Por esse motivo, a corrida ocorre justamente nessa região da cidade. A retirada dos kits, como não poderia deixar de ser, aconteceu exatamente na loja da Oscar deste shopping. Também conforme esperado, no kit vinha também um cupom de desconto para usar na loja naquele dia. Uma forma de incentivar que os corredores conheçam e consumam mais daquela loja.

Por ser uma prova realizada no começo de Setembro, não era esperado nem muito calor e nem muito frio para o dia da corrida. E de fato foi isso o que aconteceu: uma manhã com poucas nuvens e um Sol que não chegava a ser escaldante. Pelo contrário, tornava o dia bem agradável. Muito propício para começar a correr.
A concentração para a prova ocorreu dentro do estacionamento do shopping, e a largada deu-se na Avenida Cidade Jardim. Apesar de ser uma das maiores provas da região, achei a aglomeração e a muvuca um tanto normais para as provas que estou acostumado a correr. Mas não era de se espantar, ao todo eram apenas 1.500 corredores inscritos. O calendário de corridas do Vale pode até ser bastante recheado de provas, mas a verdade é que nenhuma delas se destaca muito em número expressivo de participantes como por exemplo a prova da Tribuna em Santos.Eu não tinha nenhuma meta muito estabelecida de tempo. Sabia que por conta de tantos afazeres não havia treinado muito e estava longe do auge da forma, de tal modo que buscar baixar o recorde pessoal de 50min15seg nos 10km estabelecido na prova da Tribuan em Santos em 2015 era algo absolutamente fora de cogitação. Mas ao mesmo tempo sabia que se fizesse um tempo acima de 1 hora seria muito frustrante pois em treinos normais estou acostumado com um ritmo melhor do que esse.
Por isso mesmo corri despreocupado, tentando aproveitar na verdade o percurso. Não que ele fosse lá muito inspirador: era basicamente ir e volta toda a Av. Cidade Jardim, com uma pequena quebra na Av. Cassiopeia para um "vai-e-volta" de algumas quadras. A propósito, na volta da Cassiopéia já ocorria a divisão entre quem ia correr 5k e quem seguiria em frente rumo aos 10k. No meu caso, da distância mais longa, continuei pela Cidade Jardim no mesmo sentido que estava vindo. Apesar de o percurso passar basicamente por ruas residenciais, sem grandes construções, cartões-postais ou outros atrativos, as ruas bastante arborizadas junto com o belo dia de Sol e a brisa fresca tornaram a corrida bastante agradável. Talvez o que mais chamasse a atenção fosse a sede do Sesi, localizado numa praça na qual fizemos o retorno na Av. Cidade Jardim.
Consegui desenvolver um ritmo bom desde o começo da prova, algo em torno de 5:00min/km. Mas fui cansando ao longo da prova, especialmente na volta que peguei umas subidinhas. No retorno um ex-professor de engenharia que também é corredor acabou me ultrapassando e não pôde deixar de soltar uma piadinha nerd: "vamos lá que está fácil, isso aqui é só cinemática, nada de dinâmica." Mesmo assim, cruzei a linha de chegada com um tempo de 54min28seg, muito bom para minhas expectativas. Tudo bem que a distância aparentemente foi menor do 10k, pelo menos foi o que registrei.
Essa foi a minha única corrida oficial de 2016. Foi o que consegui fazer. Claro que treinei bastante ao longo do ano, até mesmo por uma questão de saúde. Mas acordar cedo, sentir o clima de uma prova, buscar dar o melhor de si em cada passo, cada gota de suor, isso é realmente muito legal. E por mais que tenha sido uma única ao longo do ano, com certeza valeu a pena.
Para finalizar, segue a foto da medalha. Trata-se de um pedaço de uma mandala na verdade. Algumas corridas tem utilizado esse artifício para incentivar as pessoas a participarem de mais provas. A medalha é como se fosse uma parte de um quebra-cabeças, que você precisa juntar com as medalhas de outras corridas para formar a figura completa. As demais provas desse circuito seriam em Taubaté, Guaratinguetá, Mogi e Jacareí. Mas honestamente acabei não animando de participar das demais. Quem sabe algum dia.
Em breve retorno para contar das corridas de 2017...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Um novo velho desafio: 10 Km da Tribuna 2015
O treino mostrou um pouco de resultado. 3 semanas antes da corrida fiz um treino no qual cravei 52 minutos. Mas logo na semana seguinte acabei viajando e quebrei um pouco o ritmo de treinos. Também não fui muito atento à alimentação, cometendo alguns excessos. Resultado: na semana anterior à da corrida estava fazendo em 53 minutos. Mas sabe como é, no dia da prova a gente sempre encontra aquela energia adicional, então quem sabe?
Quando cheguei na retirada do kit percebi que era a trigésima edição da corrida. Realmente, lembro-me que a edição de 2010 era a 25a., motivo pelo qual a organização até preparou uma revistinha que veio no kit do atleta. Pelo visto desde então a revistinha sempre esteve presente, sendo que dessa vez não foi diferente. Algumas informações acredito se repetirem todo ano: galeria de campeões, número de atletas em cada edição (desta vez foram 21 mil, o que faz desta prova a maior de 10k do Brasil em número de participantes), número de atletas por cidade (destaque para as cidades da Baixada Santista, como não poderia deixar de ser, mas ainda assim com participantes de várias cidades de São Paulo e inclusive de outros Estados), dentre outras. Mas o que mais gostei mesmo foi da entrevista com duas figuras respeitadíssimas pelos corredores: o médico Drauzio Varella e o campeão Vanderlei Cordeiro de Lima (o mesmo que foi abraçado pelo padre irlandês na maratona olímpica em Atenas-2004, e que já venceu a prova da Tribuna em edições anteriores). Outras matérias interessantes foram a evolução da prova ao longo dos anos e uma entrevista com o campeão Luiz Antonio dos Santos, vencedor da primeira edição em 1986.
Chegou então o momento da prova. Cheguei cedo à Av. João Pessoa, sede do prédio da Tribuna e local da largada. Muita gente como sempre, mas como cheguei cedo consegui um bom lugar pra largada. Uma bola enorme da Tribuna ficou ali na região de largada permitindo um momento de descontração para os atletas enquanto esperavam a sirene.
E enfim a prova começou. Parti com a estratégia de tentar fazer 4:50/km no início para construir uma certa margem. Completei o primeiro quilômetro, logo na saída do túnel, com exatos 5 minutos de prova (talvez 1 ou 2 segundos a menos). Tudo bem, no começo sempre é necessário desviar de outros atletas, fazer algumas ultrapassagens, é normal perder um pouco de tempo. Mas percebi que consegui lidar muito melhor com esse tipo de situação do que na maioria das vezes. Segui focado na minha corrida e ao cruzar o km2, já na virada da Av. Ana Costa, estava com 9:50 de prova. Peguei água no primeiro posto, mesmo que estivesse uma manhã fria e a água estivesse gelada. Mas se tem uma lição que aprendi nas maratonas que participei foi a de como me hidratar corretamente. Tanto que nem perdi tempo com isso. No km3 eu consegui melhorar mais o tempo, e passei com 14:45. Mas por outro lado senti que estava puxando demais. Virei na Francisco Glicério e no cruzamento com o canal 3 veio o km4. Desta vez não peguei água, e senti que o ritmo havia mesmo piorado: 19:50. Ainda tinha uma certa margem, mas não dava pra vacilar. Quando pensava em aumentar o ritmo, lembrava que ainda tinha muita corrida pela frente e precisava maneirar. E no km5, metade da prova, na Av. Afonso Pena, passei com 25:03.
"Droga!" Foi o que me veio à mente. Ia ter que fazer uma segunda metade mais forte que a primeira. E eu não achava que estava sobrando na prova desse jeito. Muito pelo contrário. Achei que não ia dar, mas pelo menos tinha condições de melhorar meu recorde pessoal. Continuei focado na minha corrida, naquilo que eu deveria fazer. Tão focado que peguei a água no posto do km6 e nem lembrei de olhar no relógio para ver meu tempo. Mas no km7, já no Canal 5, veio a confirmação de que eu estava cansando: 35:30. Trinta segundos acima do tempo meta, e faltando 3 quilômetros. Diferença muito grande para buscar no final. Nesse momento que tive a certeza de que a meta dos 50 minutos não seria alcançada dessa vez.
Virei para o trecho final na praia, bem ali onde está a marca do km8, com 40:30. Pelo menos havia recuperado o ritmo. E na praia, com o calor humano trazido pelo público que sempre acompanha a prova, é que vem aquela energia a mais. Como eu já estava bem cansado e era muito difícil realizar ultrapassagens, o resultado foi que esse fôlego a mais serviu para me manter no mesmo ritmo, tendo passado pelo km9 com 45:30 e pelo km9,5 (sim, a prova da Tribuna tem essa marcação) com 48:00. Quando avistei a linha de chegada soltei todo o gás que tinha e parti para um sprint final enlouquecido: terminei a prova com 50min15seg! Acima do tempo meta, mas o suficiente para estabelecer um novo recorde pessoal!
Qual foi a sensação? Basta ver a foto. Felicidade, claro. Por voltar a correr em Santos. Por voltar a participar desse baita evento que é a prova da Tribuna. Mesmo já sendo essa a minha sexta participação no evento, mesmo já tendo passado por desafios muito maiores, a sensação de terminar é sensacional. Realmente, essa é uma prova diferenciada. Não sei se por ser em Santos, cidade onde nasci. Ou se pela organização que a meu ver foi impecável dessa vez. Ou se pelo forte apelo popular da corrida. Ou se pelo percurso que é muito rápido e muito bonito. Ou se é por tudo isso ao mesmo tempo. Mas fato é que mesmo tendo participado de muitas outras corridas por aí, posso afirmar que essa é sem sombras de dúvidas uma das melhores corridas de rua do Brasil.
Tem outra coisa muito legal a relatar sobre a edição deste ano. Como já explicado, a prova é organizada pela Tribuna, veículo de comunicação compreendido por um canal de tv, uma rádio e um jornal impresso. Como não poderia deixar de ser, a edição do jornal impresso no dia seguinte traz a corrida como um dos principais destaques. Pois veja você como foi a capa da edição desse ano. É possível reconhecer alguém no canto inferior esquerdo?
Para fechar, como sempre, a foto da medalha. Não foi dessa vez que fiquei abaixo dos 50 minutos. Mas valeu. Tenho uma boa desculpa para voltar a correr na Tribuna numa próxima oportunidade :)
segunda-feira, 25 de março de 2013
Começa a temporada 2013: Night Run SP
A prova foi organizada pela O2, uma revista de corridas famosa. Confesso que nunca li um exemplar, mas já ouvi falar muito bem. A inscrição era bastante salgada, mas mesmo assim resolvi participar por ser organizada por uma instituição conceituada. E também por se tratar de uma prova noturna, coisa que não estou muito acostumado a fazer (só havia corrido a Oscar Running Night até então). O kit também valia a pena: uma camisa de manga comprida (ótima para treinos no inverno que se aproxima), uma garrafa de 600mL (indispensável em treinos de longas distâncias) e uma lanterna para uso durante a corrida. Essa lanterna vinha presa em um elástico para ser preso no braço ou na testa. Funciona com 3 pilhas AAA e possui 5 lampadinhas, que funcionam nos modos "piscando alternadamente", "piscando todas juntas" e "todas ligadas". Achei a ideia interessante e pensei em usar durante a corrida. Não ia ajudar em nada, mas só pra fazer parte da brincadeira.
Achei curioso que o kit foi entregue na loja da Decathlon que fica no Morumbi, enquanto que a corrida realizou-se na região do Anhembi. Detalhe que existe uma Decathlon não muito longe do Anhembi, ao lado do Shopping Center Norte. Seja como for, realizei uma longa viagem de manhã para pegar o kit, e outra à noite para a corrida. Temendo o trânsito de sábado à noite ocasionado principalmente pelo fechamento das vias de acesso à prova, achei que seria melhor ir de metro, exatamente como indicado no site do evento. Desci na estação Tietê, aonde já me deparei com gente do "staff" da prova indicando a saída da estação que deveríamos pegar. No percurso de cerca de 2km entre o metro e a largada pude ver gente com sinalizadores luminosos indicando o caminho para a largada. Até que cheguei no local onde se desdobrava a corrida.
Na verdade eram duas provas no mesmo dia, de 5km e 10km. Mas ao contrário do que acontece normalmente nesses eventos, as duas corridas foram realizadas de forma independente. Às 19h30 aconteceu a largada dos 5km, enquanto os 10km começaram apenas às 20h30. Achei a ideia muito boa a princípio, pois geralmente o que acontece é que fica todo mundo misturado na largada, e só quando os grupos das duas provas se separam é que fica melhor de correr. Aliás, dado o número de pessoas inscritas para esse evento (cerca de 6 mil participantes em cada modalidade), essa divisão foi simplesmente indispensável. Teria sido impraticável realizar a corrida com 12 mil pessoas dividindo aquela pista. O problema foi que a região de concentração para a prova de 10km e a de dispersão dos 5km era exatamente a mesma. Então quando cheguei deparei-me com cerca de 12 mil pessoas transitando na área como um verdadeiro formigueiro, indo desordenadamente de um lado para o outro. E absolutamente ninguém do staff para orientar nada! Eu estava apertado e só achei os banheiros químicos pois contei com a boa vontade de outro corredor para me informar.
Desta feita, consegui me posicionar para a largada faltando pouco mais de 1 minuto para soar a sirene. De tão em cima da hora nem lembrei em pegar minha lanterna, e por isso corri sem ela. Ok, não fez a menor diferença. Mas foi tão pouco tempo que mal deu pra apreciar o belo local da largada, exibido na foto acima. Isso mesmo, o Sambódromo! Eu nunca tinha ido lá, e confesso que fiquei um pouco decepcionado pois achei que fosse um pouco maior. Creio eu que cerca de 300m após a largada já havíamos feito a curva e saído dele. E pra falar a verdade, o Sambódromo foi a única coisa que realmente marcou essa prova, pois o resto do percurso era dentro do estacionamento do Anhembi (!?!) ou na Avenida Olavo Fontoura. Uma vez que essa avenida é a sede do Aeroporto do Campo de Marte e do Aeroclube de São Paulo, até se torna interessante por ser possível ver alguns aviões por ali. Mas como era de noite e os aviões não recebem iluminação noturna, não foi possível ver nada disso durante a prova.
Outra coisa que não curti na prova como um todo, mas principalmente na largada, foi o tom de "balada" que foi dado ao evento. Até entendo que fazendo isso a organização tente tornar a prova mais popular e próxima ao ambiente de academias, tornando-se um evento de socialização pela prática do esporte e tudo o mais, mas daí para soltar fumaça e fazer um show com lasers e luzes estroboscópicas na largada já acho que foi um pouco de exagero. Sei que posso estar sendo chato e pedante nesse ponto, mas não deixa de ser a minha opinião.
A largada em si não achei tão tumultuada assim. Pelo menos dentro do Sambódromo não vi nada fora do normal. Mas não houve separação por ritmo de corrida como acontecem em provas com muitos participantes, de modo que levei cerca de 3km até finalmente encontrar meu espaço e me sentir confortável na prova. Vi gente que realmente se estressou com alguns grupos de corredores formando um "paredão" e decidiu correr por fora da pista demarcada. O pobre coitado só não percebeu que tinha um tapete para medição de tempo (checkpoint), e fatalmente acabou não tendo seu tempo registrado na corrida. Seja como for, acho que o excesso de gente não prejudicou meu desempenho. Consegui manter um ritmo bom durante quase toda a prova. Cruzei o km 3 com 16m30s, média de 11km/h. Depois disso consegui melhorar um pouco o ritmo, mas lá pelo km 6 senti o cansaço bater. Mesmo assim, a noite era agradável e convidativa para uma boa corrida, de modo que consegui me recuperar e finalizei minha participação com o tempo de 53 minutos e 13 segundos, conforme ilustrado no certificado oficial da prova abaixo.
Longe de ser meu melhor tempo em 10km, mas pelo menos foi meu melhor desempenho nessa distância após a apendicite do ano passado. Considerando ainda que estou focando meus treinos em resistência para a maratona e não em velocidade para provas curtas, fiquei mais do que satisfeito com o resultado obtido.
Deixo a foto da medalha abaixo, a primeira do ano. Provavelmente é a primeira também da maioria das pessoas que correram essa prova nesse final de semana. E que mais pro meio do ano eu volte aqui para postar a foto e contar minha história na Maratona do Rio de Janeiro, para a qual já me inscrevi. Mas antes disso terei outro compromisso, também na região do Anhembi, no dia 4 de maio para a Indy Run.
domingo, 24 de junho de 2012
Dê o melhor de você: Unimed Run 2012
Por sorte em 2010 tive uma chance de matar um pouco da vontade de participar desta prova, pois em Novembro daquele ano foi realizada a Oscar Running Night, com um percurso idêntico, tirando o fato de que o sentido era o oposto, ou seja, uma corrida era na "contra-mão" da outra; e também que era uma corrida noturna. Mas claro que ficou ainda aquela vontadezinha de participar da prova da Unimed mesmo assim.
Eis então que veio a edição de 2012, com um percurso completamente alterado com relação ao de 2010. Desta vez, ao invés de termos largada e chegada em frente ao Shopping Colinas e de o percurso envolver ruas da Vila Ema e do Jardim Esplanada, quase tudo foi feito na Zona Norte da cidade, mais especificamente na Via Norte. Trata-se de uma via de trânsito rápido inaugurada recentemente. Por isso não era de se espantar o asfalto novo, a passagem larga, a calçada bem limpa, a grama no canteiro central cortada, dentre outros detalhes que inspiravam a participação dos atletas.
No dia fazia frio. Céu cinza e bastante vento. O estacionamento do Parque da Cidade já estava praticamente lotado na hora que cheguei, de modo que foi muito difícil encontrar uma vaga. Era muita gente se dirigindo para o local da prova. Cerca de 2200 atletas, sem falar nas famílias que estavam comparecendo, muitas vezes para apoiar apenas um corredor. Mas, logo fui capaz de fazer meu aquecimento e me posicionar para a largada.
E então começou a prova. Eram 2 corridas em uma só: 5km e 10km. Eu estava, como sempre, na de 10km. Até que não teve muita confusão na largada, e logo consegui achar meu espaço e imprimir meu ritmo de prova. Claro que por um lado eu estava animado e queria fazer um bom tempo, mas por outro precisava me segurar para não gastar todas as energias logo no começo da prova. O clima frio ajudava, pois não estava suando tanto e não sentia tanta necessidade de água.
Logo após o km 2 da prova o percurso passava embaixo de um viaduto que levava a linha do trem. Bem na hora que eu estava por li um trem passou, jogando fumaça preta para todos os lados. Azar, mas nada que comprometesse muita coisa. O problema foi depois disso, quando começou uma baita ladeira que só terminou pouco após o km 3, quando fazíamos o retorno e voltávamos pela mesma via. Daí pra frente, até o final, praticamente só descida. Na reta final houve uma separação muito bem sinalizada entre quem estava indo concluir a prova de 5km e quem deveria prosseguir na de 10km.
A segunda volta foi mais tranquila. Com muito menos gente do lado para dividir o asfalto (mais da metade deve ter participado da prova de 5km) ficou muito gostoso de correr. Na segunda passagem pela linha do trem não tive problemas, mas em compensação a segunda passagem pela subida foi bem desgastante. Realmente ficou bem claro que o fato de eu estar acostumado a treinar só no plano me prejudica bastante nessas horas. Em compensação na descida consegui soltar o gás para o sprint final no último quilômetro, o qual consegui completar em menos de 5 minutos para fechar a prova em 53min45seg!!
Eu não havia traçado nenhum objetivo de tempo para concluir essa prova. Considerando que duas semanas antes que havia feito a prova da Tribuna em 54min07seg, e que a prova da Tribuna é considerada uma das mais rápidas na categoria 10km, não esperava fazer um tempo melhor. De fato, foi surpreendente para mim, principalmente devido à presença da grande subida que tive que encarar por duas vezes. Talvez o fato de ter tido que dividir a pista com menos pessoas, o que fui decisivo para eu conseguir fazer o sprint final nessa prova e na da Tribuna não, possa ter feito alguma diferença. Mas a única coisa que importa é que fiquei feliz demais com o resultado, muito melhor do que o que eu esperava.
Para encerrar, além da foto da medalha, deixo aqui um pensamento do campeão olímpico Ian Thorpe, um fenômeno da natação que ganhou 5 medalhas de ouro entre as Olimpíadas de Sydey-2000 e Athenas-2004. Vi o pensamento durante a semana da prova durante um comercial da ESPN Brasil e pensei nele no dia da corrida. Ele resume tudo o que senti nesse dia:
"Perder não é chegar em segundo lugar, é sair da água sabendo que não fiz o meu melhor. Neste sentido ganhei todas as provas que disputei."
domingo, 20 de março de 2011
Um retorno para se festejar: XXVI Corrida General Salgado
Na virada do ano costuma-se fazer tudo quanto é tipo de promessa: perder peso, mudar de emprego, comprar um carro, e por aí vai. Neste ano minha promessa foi de completar uma maratona. E por isso comecei a pegar pesado logo na primeira semana. E não é que logo nessa primeira semana do ano tive que parar um treino devido a uma dor insuportável no joelho? Claro que na hora várias coisas se passaram na minha cabeça, inclusive a de que talvez eu tivesse que parar de correr para sempre caso fosse alguma lesão grave. Fui ao pronto socorro, tirei radiografia e o médico disse que devia ser apenas uma inflamação. Receitou um anti-inflamatório e recomendou duas semanas de descanso (ou castigo, se preferirem).































