Comecei a trabalhar na Embraer em 2010. Desde então, sei que o clube dos funcionários da empresa (ADC Embraer) organiza uma corrida de rua. Mas nesses 15 anos, nunca tinha tido a oportunidade de participar. Seja por motivos de inscrições esgotarem rápido, ou talvez da falta de alguma companhia para correr junto. Até agora. Foi só aparecer um chefe incentivando o pessoal a participar da prova, e de certa forma "convocando" quem já era corredor, que surgiu um bom motivo para participar. Tudo bem que trata-se de uma prova de apenas 6k (única distância disponível para corrida, a outra opção seria 4k de caminhada) e que seria cerca de 1 mês após a Meia Maratona de SJC, mas o importante era participar para estar com o pessoal.quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Festa da firma: Circuito Bem-Estar ADC Embraer
Comecei a trabalhar na Embraer em 2010. Desde então, sei que o clube dos funcionários da empresa (ADC Embraer) organiza uma corrida de rua. Mas nesses 15 anos, nunca tinha tido a oportunidade de participar. Seja por motivos de inscrições esgotarem rápido, ou talvez da falta de alguma companhia para correr junto. Até agora. Foi só aparecer um chefe incentivando o pessoal a participar da prova, e de certa forma "convocando" quem já era corredor, que surgiu um bom motivo para participar. Tudo bem que trata-se de uma prova de apenas 6k (única distância disponível para corrida, a outra opção seria 4k de caminhada) e que seria cerca de 1 mês após a Meia Maratona de SJC, mas o importante era participar para estar com o pessoal.sábado, 18 de outubro de 2025
Rumo aos 42k: Meia Maratona de São José dos Campos
E assim me dediquei aos treinos e cheguei ao dia da prova. Dado o aprendizado de outras provas, decidi por uma alimentação leve antes da corrida, apenas café, fruta, pão e queijo branco fresco, nada para pesar a barriga. Entretanto, aqui acho que cometi um erro sim. Ao invés de mamão, comi abacate pois estava mais maduro. Trata-se de uma fruta mais gordurosa, à qual eu não estava acostumado antes de treinar. Mesmo assim, consegui ir ao banheiro antes da prova e saí de casa cerca de meia hora antes da largada, prevista para 5h45min da manhã. Infelizmente, como a maratona já havia largado (às 5:00, ou seja, 45min antes da meia), muitas ruas já estavam interditadas e o Uber acabou me deixando um tanto longe. Cheguei ao Paço Municipal de São José dos Campos, local da largada, e me posicionei com apenas cerca de 5 minutos de antecedência. Senti o abacate pesar um pouquinho, mas tá valendo. Uma vez dada a largada, todos ali estavam para o mesmo desafio da meia. As provas de 10k e 5k largaram um pouco depois ainda. Dado o calor feito no dia anterior e a previsão do tempo, foi até bom ter largado cedo aproveitar o tempo fresco do início da manhã.
A prova foi transcorrendo normalmente, e fui pegando água nos postos de hidratação. Sempre com a estratégia de pegar 2 copos, tomando um pouco e jogando a maior parte no rosto para ajudar a regular a temperatura corporal. Fiz o retorno 180º no Anel Viário na altura do km6 e desci para a Av. Mário Covas na sequência. Um belo posto de hidratação na altura do km9 continha também banana e isotônico. Pouco depois disso cruzei a marca do km10 com 56min21seg, com um ritmo suficiente para o sub-2h, portanto. E fazendo até então todos as parciais abaixo de 6min/km. Mas já no km11 fiz uma parcial de 6min04seg, o que me deixou um pouco apreensivo pela queda de rendimento. Logo fiz o retorno na Av. Mário Covas e entendi o problema. Esse último quilômetro foi em uma subida razoável, e só percebi isso após fazer o retorno. Consegui retomar o bom ritmo no km12 fazendo a parcial em 5min36seg. Mesmo assim, o calor começava a pegar e eu sabia que ainda teria que encarar duas subidas muito piores mais pra frente: no retorno da Av. Mário Covas para o Anel Viário e depois no próprio Anel Viário. Não à toa algum fotógrafo capturou a imagem ao lado: pelo meu relato, deu pra perceber que passei boa parte do percurso olhando pro relógio e pensando no meu ritmo.sábado, 2 de agosto de 2025
Vai na fé: Corrida da Cidade 2025
Sem nunca ter ido ao local da Igreja da Cidade, fui finalmente conhecê-la na véspera da corrida para a retirada do kit. Muito me chamou a atenção a área enorme do terreno, com um estacionamento gigantesco e diversas construções. Não apenas a igreja em si, uma construção bem moderna e que por dentro lembra até um centro de convenções, mas também uma escola que pertence a igreja e um grande espaço de vivência, com quadras esportivas e quiosques. Mesmo sem fazer parte da comunidade, fui muito bem recebido pelas pessoas que me atenderam, sendo muito solícitos e cordiais ao passar as informações sobre os detalhes para o dia seguinte.
O pórtico de largada foi posicionado na parte externa, em uma rua de terra. Achei estranho uma rua de terra perante toda a modernidade ali. Pelo regulamento, a prova de 15k largaria primeiro, depois de 5 minutos as de 10k e 5k juntas. Mas o que se viu na hora foi todo mundo largando junto e misturado. Por um lado achei ruim pois poderia gerar aquela muvuca danada que destesto nas largadas. Mas por outro, somando as 3 distâncias, eram apenas 1000 participantes. Não foi o suficiente para causar qualquer tumulto, até mesmo porque me posicionei bem à frente para a largada. Consegui imprimir meu ritmo desde o começo.
Por ser uma prova de 15k, mesma distância da São Silvestre, logo veio aquela comparação. Será que consigo fazer um tempo melhor, ou seja, abaixo de 1h27min? Eu não me sentia tão bem treinado assim, mas por outro lado fazia bastante frio no dia. Tudo ia depender também da altimetria. A da São Silvestre é bem desafiadora, e a desse percurso também parecia ser. Seja como for, comecei com um ritmo forte, fechando o primeiro quilômetro em 5min15seg, já na Via Cambuí.
O início da prova se deu pela via de acesso à área da igreja, e depois ganhamos a Via Cambuí. Não demorou muito para iniciarmos uma descida, e pouco após a marca do km2 veio um posto de água e o retorno para quem faria a distância dos 5k. A via expressa corta uma área bem pouco habitada, com alguns condomínios mas muita vegetação nativa. Ela é orientada mais ou menos no sentido norte-sul, de tal modo que víamos o sol nascendo a leste. E a oeste, na maior parte do percurso, era um barranco. O frio da manhã, o nascer do sol, a vegetação nativa, a via asfaltada bastante lisa e regular, tudo aquilo fazia com que a experiência da corrida fosse realmente bastante prazerosa. Mesmo com a subida que se tomou conta dos km4 e 5 da prova. Ainda assim, consegui virar abaixo de 6min/km, mantendo portanto um ritmo bom. Outro posto de água perto do km5, marcando também o retorno para quem faria a distância de 10k. E mesmo no frio, a água é sempre um alívio bem-vindo! E desta forma segui em frente para a continuação da prova, já fazendo contas se conseguiria manter o ritmo para fazer abaixo do tempo da São Silvestre. Aparentemente seria possível, mas claro que tudo iria depender da altimetria e das minhas energias no restante da prova.Mais ou menos no km6 vi um posto de distribuição de isotônico. Interessante que a organização reservou este posto de hidratação apenas para quem faria a distância mais longa. E por ser no meio da pista, pode ser acessado duas vezes, afinal mais ou menos no km8 eu passei novamente por ali. Esses postos me deram um ânimo e mesmo nos trechos de subida eu estava conseguindo manter o ritmo abaixo de 6min/km. Passei pela marca dos 10k com 55min33seg. Ou seja, teria plenas condições de fazer abaixo do tempo da São Silvestre!
No posto de distribuição de água perto do km12, que era exatamente o retorno da prova de 5k, a água já havia acabado. Uma pena que não conseguiram prever adequadamente, mas felizmente eu ainda tinha um copo que estava carregando do posto de hidratação anterior e pude me manter bem hidratado nesse final. E nesse ponto as subidas já haviam terminado. Eu estava me sentindo muito bem e decidi apertar o ritmo no final. Entrei pela área da igreja e comecei a contorná-la para o último quilômetro. O que apenas comprova como a área da igreja era mesmo enorme! Comecei a fazer graça para os fotógrafos da prova, erguendo o punho, gritando, o que também os animou um pouco.
Dado o sprint final da prova insano, finalizei com 1h22min52seg, uma média de 5min30seg por quilômetro! Muito melhor do que as minhas projeções mais otimistas. Foi meu melhor tempo nessa distância! Ok, não corri muitas provas de 15k. Além das 3 edições da São Silvestre, participei também da Sargento Gonzaguinha em 2018, e meu tempo na ocasião havia sido de 1h23min58seg. Tudo isso é claro me deixou muito feliz e animado para continuar perseguindo desafios cada vez maiores. Será que a constância dos treinos e participações em provas está me preparando para voltar a encarar uma maratona? Quem sabe. Mas antes, preciso correr novamente uma meia!


































