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domingo, 16 de dezembro de 2018

10 anos correndo: 10km da Tribuna 2018

Pense em como era sua vida há 10 anos atrás. Tente se lembrar onde você estava morando. O que fazia da vida. Quais eram as pessoas com quem convivia. Pois é, muitas coisas mudam em 10 anos. Outras continuam iguais. No meu caso, em 10 anos eu me formei, comecei a trabalhar, mudei de cidade, mudei de casa, e finalmente, casei. Foram muitas as mudanças que aconteceram comigo nessa última década. Mas tem uma coisa que comecei a fazer há 10 anos atrás e que posso afirmar que mudou minha vida de verdade, que é a corrida de rua. Algo que começou despretensiosamente, mas eu logo "fui picado pelo bichinho da corrida", tomei gosto pelo esporte e enfim se transformou no meu hobby.

E quando digo hobby, quero dizer quase como uma segunda profissão. Algo que faço religiosamente toda semana, sem que ninguém me obrigue a fazê-lo. Corro pelo puro prazer da corrida. Comecei com a prova mais tradicional do pedestrianismo santista, os 10 Km da Tribuna, evento que pára a cidade inteira. Daí pra frente fui aumentando as distâncias: São Silvestre (15k), Pampulha (18k), Meia Maratona (21k) até finalmente atingir a tão sonhada Maratona de 42k.

A partir de então comecei a traçar algumas metas, como por exemplo correr a 100a. edição da Corrida de São Silvestre, que acontecerá somente em 2024. Uma outra meta, ou na verdade um compromisso, que coloquei para mim mesmo era o de correr novamente a prova da Tribuna no ano de 2018, pois seria a comemoração "oficial" do meu décimo aniversário como corredor. E lá fui eu.

A corrida de 2008 era uma grande novidade. Senti aquela ansiedade imensa na véspera da corrida e também nos momentos que antecediam da largada. Pequei pela falta de experiência e forcei muito no começo, mas consegui concluir no tempo que havia estabelecido como meta. Sem sombra de dúvidas cruzar a linha de chegada naquela ocasião foi uma emoção que, por mais que tente transcrever em palavras, é simplesmente indescritível.

Passados 10 anos, lá estava eu alinhando pela sétima vez para participar da prova da Tribuna. Algumas coisas mudaram desde então. O chip por exemplo, que antes era uma placa rígida de plástico que devia ser amarrado no cadarço e depois devolvido à organização, passou a ser uma placa mais flexível de plástico que não precisava ser devolvido à organização, até ter chegado ao ponto que encontrei na prova desse ano, que estava acoplado no número do peito. Detalhe: chip no número do peito foi a primeira vez que vi em uma prova.

O percurso continua basicamente o mesmo. Houve uma pequena alteração em 2012 logo no começo da prova, nas ruas que ligavam a saída do túnel à Av. Ana Costa. Nessa mesma avenida, o novo percurso passou a correr na mão contrária, de forma a liberar acesso a um hospital. Mas fora isso, é exatamente igual ao que já estou acostumado, bem plano e com longas retas, o que o torna um dos percursos mais rápidos da categoria.

Por outro lado, achei que a quantidade de bandas e grupos musicais se apresentando esse ano foi menor do que em outros anos. Talvez o número de participantes também tenha caído um pouco. Nas edições anteriores, a revistinha que acompanha o kit sempre mostrava o número de participantes, em número crescente ano após ano, tendo chegado até a 20 mil. Nesse ano não vi a informação em nenhum lugar. De todo modo, a minha percepção subjetiva é que essa continua sendo uma prova com muitos milhares de participantes. E mais do que isso: o apelo popular continua enorme, com muita gente nas ruas acompanhando e incentivando os corredores, um grande estímulo principalmente aos mais novatos. E é justamente esse o principal motivo que torna essa corrida tão especial.

Eu não tinha uma meta específica de tempo para esse ano, pois não fiz nenhum treinamento específico para a corrida. Terminei com 51m39s. Não foi o meu melhor tempo, mas ainda assim foi muito melhor do que o que eu estava esperando. Claro que 10 anos depois, após ter participado de inúmeras outras corridas, a emoção de cruzar a linha de chegada é diferente. Mas mesmo assim, correr continua sendo minha atividade física preferida, aquela que mais me dá prazer em realizar.

Ao longo desses 10 anos, foram 33 provas disputadas. Dessas, 2 foram maratonas e 7 foram meia-maratonas. As demais ficaram distribuídas em distâncias menores, embora a grande maioria fosse mesmo de 10k. Com esse número, acho que é uma boa meta tentar chegar em 100 medalhas, nem que eu leve mais 20 anos para conseguir fazer isso. E depois de atingir a meta, que tal dobrar a meta e chegar a 200 medalhas?

Por falar em medalhas, termino esse post da mesma forma que sempre fiz nesse blog, com a medalha da corrida. No caso, com a foto da 34a. medalha da minha coleção.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um novo velho desafio: 10 Km da Tribuna 2015

Participei da minha primeira corrida de rua em 2008 na prova dos 10 km da Tribuna. De lá pra cá foram 5 participações consecutivas nesta prova. Fiz 2 anos de intervalo para me concentrar em outros desafios, como por exemplo participar de uma Maratona. Neste ano de 2015 resolvi que não ia participar de nenhuma prova longa, mas sim que iria focar em provas mais curtas e buscar melhorar meu ritmo. Tudo isso porque o foco em longas distâncias fez com que eu perdesse um pouco de velocidade. Achei que uma boa meta seria fazer uma prova de 10k abaixo de 50 minutos (meu melhor tempo era de 50min51seg). E a prova da Tribuna, como já expliquei em posts anteriores, seria a ideal para buscar esta marca. Até mesmo porque, depois de tantas participações, posso dizer que já conheço cada metro do percurso. Sei exatamente onde estão os postos de água, quais são os trechos com a pista mais estreita, ou com asfalto ruim, dentre outras coisas. Então busquei uma planilha de treinos e segui o melhor que pude para atingir minha marca.

O treino mostrou um pouco de resultado. 3 semanas antes da corrida fiz um treino no qual cravei 52 minutos. Mas logo na semana seguinte acabei viajando e quebrei um pouco o ritmo de treinos. Também não fui muito atento à alimentação, cometendo alguns excessos. Resultado: na semana anterior à da corrida estava fazendo em 53 minutos. Mas sabe como é, no dia da prova a gente sempre encontra aquela energia adicional, então quem sabe?

Quando cheguei na retirada do kit percebi que era a trigésima edição da corrida. Realmente, lembro-me que a edição de 2010 era a 25a., motivo pelo qual a organização até preparou uma revistinha que veio no kit do atleta. Pelo visto desde então a revistinha sempre esteve presente, sendo que dessa vez não foi diferente. Algumas informações acredito se repetirem todo ano: galeria de campeões, número de atletas em cada edição (desta vez foram 21 mil, o que faz desta prova a maior de 10k do Brasil em número de participantes), número de atletas por cidade (destaque para as cidades da Baixada Santista, como não poderia deixar de ser, mas ainda assim com participantes de várias cidades de São Paulo e inclusive de outros Estados), dentre outras. Mas o que mais gostei mesmo foi da entrevista com duas figuras respeitadíssimas pelos corredores: o médico Drauzio Varella e o campeão Vanderlei Cordeiro de Lima (o mesmo que foi abraçado pelo padre irlandês na maratona olímpica em Atenas-2004, e que já venceu a prova da Tribuna em edições anteriores). Outras matérias interessantes foram a evolução da prova ao longo dos anos e uma entrevista com o campeão Luiz Antonio dos Santos, vencedor da primeira edição em 1986.

Chegou então o momento da prova. Cheguei cedo à Av. João Pessoa, sede do prédio da Tribuna e local da largada. Muita gente como sempre, mas como cheguei cedo consegui um bom lugar pra largada. Uma bola enorme da Tribuna ficou ali na região de largada permitindo um momento de descontração para os atletas enquanto esperavam a sirene.


E enfim a prova começou. Parti com a estratégia de tentar fazer 4:50/km no início para construir uma certa margem. Completei o primeiro quilômetro, logo na saída do túnel, com exatos 5 minutos de prova (talvez 1 ou 2 segundos a menos). Tudo bem, no começo sempre é necessário desviar de outros atletas, fazer algumas ultrapassagens, é normal perder um pouco de tempo. Mas percebi que consegui lidar muito melhor com esse tipo de situação do que na maioria das vezes. Segui focado na minha corrida e ao cruzar o km2, já na virada da Av. Ana Costa, estava com 9:50 de prova. Peguei água no primeiro posto, mesmo que estivesse uma manhã fria e a água estivesse gelada. Mas se tem uma lição que aprendi nas maratonas que participei foi a de como me hidratar corretamente. Tanto que nem perdi tempo com isso. No km3 eu consegui melhorar mais o tempo, e passei com 14:45. Mas por outro lado senti que estava puxando demais. Virei na Francisco Glicério e no cruzamento com o canal 3 veio o km4. Desta vez não peguei água, e senti que o ritmo havia mesmo piorado: 19:50. Ainda tinha uma certa margem, mas não dava pra vacilar. Quando pensava em aumentar o ritmo, lembrava que ainda tinha muita corrida pela frente e precisava maneirar. E no km5, metade da prova, na Av. Afonso Pena, passei com 25:03.

"Droga!" Foi o que me veio à mente. Ia ter que fazer uma segunda metade mais forte que a primeira. E eu não achava que estava sobrando na prova desse jeito. Muito pelo contrário. Achei que não ia dar, mas pelo menos tinha condições de melhorar meu recorde pessoal. Continuei focado na minha corrida, naquilo que eu deveria fazer. Tão focado que peguei a água no posto do km6 e nem lembrei de olhar no relógio para ver meu tempo. Mas no km7, já no Canal 5, veio a confirmação de que eu estava cansando: 35:30. Trinta segundos acima do tempo meta, e faltando 3 quilômetros. Diferença muito grande para buscar no final. Nesse momento que tive a certeza de que a meta dos 50 minutos não seria alcançada dessa vez.

Virei para o trecho final na praia, bem ali onde está a marca do km8, com 40:30. Pelo menos havia recuperado o ritmo. E na praia, com o calor humano trazido pelo público que sempre acompanha a prova, é que vem aquela energia a mais. Como eu já estava bem cansado e era muito difícil realizar ultrapassagens, o resultado foi que esse fôlego a mais serviu para me manter no mesmo ritmo, tendo passado pelo km9 com 45:30 e pelo km9,5 (sim, a prova da Tribuna tem essa marcação) com 48:00. Quando avistei a linha de chegada soltei todo o gás que tinha e parti para um sprint final enlouquecido: terminei a prova com 50min15seg! Acima do tempo meta, mas o suficiente para estabelecer um novo recorde pessoal!


Qual foi a sensação? Basta ver a foto. Felicidade, claro. Por voltar a correr em Santos. Por voltar a participar desse baita evento que é a prova da Tribuna. Mesmo já sendo essa a minha sexta participação no evento, mesmo já tendo passado por desafios muito maiores, a sensação de terminar é sensacional. Realmente, essa é uma prova diferenciada. Não sei se por ser em Santos, cidade onde nasci. Ou se pela organização que a meu ver foi impecável dessa vez. Ou se pelo forte apelo popular da corrida. Ou se pelo percurso que é muito rápido e muito bonito. Ou se é por tudo isso ao mesmo tempo. Mas fato é que mesmo tendo participado de muitas outras corridas por aí, posso afirmar que essa é sem sombras de dúvidas uma das melhores corridas de rua do Brasil.


Tem outra coisa muito legal a relatar sobre a edição deste ano. Como já explicado, a prova é organizada pela Tribuna, veículo de comunicação compreendido por um canal de tv, uma rádio e um jornal impresso. Como não poderia deixar de ser, a edição do jornal impresso no dia seguinte traz a corrida como um dos principais destaques. Pois veja você como foi a capa da edição desse ano. É possível reconhecer alguém no canto inferior esquerdo?


Para fechar, como sempre, a foto da medalha. Não foi dessa vez que fiquei abaixo dos 50 minutos. Mas valeu. Tenho uma boa desculpa para voltar a correr na Tribuna numa próxima oportunidade :)


terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu quero mais é correr! 10km da Tribuna 2012

O caso de amor é antigo. Uma das provas que me incentivaram a correr (junto com a São Silvestre), a prova na qual detenho minha melhor marca de 10km, a prova da qual mais vezes participei e talvez aquela que seja mais prazeroso participar. Sim, quis o destino que eu voltasse a competir justamente na 27ª edição dos 10 km Tribuna FM de Santos. Voltasse, pois como já mencionei nos posts anteriores, dia 1º de março fui submetido a uma cirurgia de apendicite que me afastou dos treinos durante 5 semanas, adiando temporariamente (repito, temporariamente!) meus planos de participar de uma maratona. Uma vez retomados os treinos, a corrida mais próxima seria a da Tribuna. Ideal para um retorno, visto que já conheço o percurso de cabo a rabo e que é uma prova relativamente fácil de se participar.

No entanto, o fato de ter apenas 6 semanas de preparação foi um verdadeiro desafio. Por mais que antes da cirurgia eu estivesse fazendo treinos de 20km e preparado para aumentar a carga para 25km, uma cirurgia e 5 semanas de repouso são o suficiente para que qualquer um retorne à estaca zero. E comigo não foi diferente, é claro. Logo em meu primeiro treino sofri para conseguir completar 4km. Nas 2 primeiras semanas fui aumentando a distância aos poucos, até que finalmente na terceira semana completei meu primeiro treino de 10km. E assim continuei treinando, completando 2 treinos um pouco mais longos (12km) e um último treino mais curto focando na velocidade nesse período (5km, completados em 26 minutos). Dado o treino de velocidade, eu até poderia tentar focar em um tempo na corrida, mas achei melhor não. Meu melhor tempo nessa prova é 50min51seg, de modo que vou focar em tempo apenas quando me sentir em condições de realmente superar essa marca. O que definitivamente não seria dessa vez.

E assim fui para Santos no sábado. Mal chegando lá fui correndo pegar o kit (com o perdão do trocadilho). Não se compara ao kit de outros anos, nos quais diversos brindes eram distribuídos aos corredores, como barrinhas de cereal, energéticos, carboidratos, dentre outros brindes promocionais de patrocinadores. Mas ouvi dizer que vários desses brindes alimentares andaram sendo vetados pelas autoridades. Seja como for, é realmente frustrante você pagar R$ 60,00 na inscrição, pegar o kit da corrida e encontrar apenas anúncios dos patrocinadores e quase nada de útil para o atleta. Mas cabe aqui um elogio também: a camiseta dessa corrida é a mais bonita de todas as que já ganhei em kits de participação até hoje. Fora isso, o kit novamente apresentou uma revista, da qual não gostei muito. A da edição de 2010 foi muito bacana, pois era edição comemorativa dos 25 anos da prova, e teve várias matérias interessantes. Mas as do ano passado e deste ano achei apenas "mais do mesmo" e não acrescentou muita coisa. A única reportagem que gostei foi sobre Musculação, e mesmo assim apenas pela frase destacada da Professora de Educação Física Cássia Campi: "Não se preocupe tanto com meta. Tente relaxar na prova, porque é muito legal correr com todo mundo acenando."

Veio então o dia e a hora da corrida. Apesar de já estar acostumado com essas coisas, não posso esconder que fui dormir com uma ansiedade enorme de que a noite fosse curta e a corrida chegasse logo. Fui cedo ao local de largada. Desta vez não tive os mesmos problemas do ano passado e consegui largar no pelotão certo e condizente com meu tempo esperado de prova. Tanto que não achei a saída tão confusa assim. Quem estava largando perto de mim é porque iria impor um ritmo semelhante ao meu. Tomei cuidado para não forçar muito no começo e assim ficar sem energias para o resto do percurso. Mas por mais que eu tentasse segurar o ímpeto, a animação da prova era tão grande que completei os 4 primeiros quilômetros na marca dos 21min, numa média de 5min15seg por quilômetro. Muito melhor (no sentido de mais lento) que os primeiros quilômetros suicidas do ano passado, mas ainda assim um ritmo mais forte do que eu poderia aguentar. Resultado: o gás começou a acabar na Avenida Afonso Pena e tive que diminuir o ritmo. Comecei a fazer contas para estimar o tempo de chegada, mas uma hora lembrei da frase que li na revista e resolvi dar ouvidos ao que a professora disse e busquei apenas relaxar a curtir a prova.

Uma diferença que reparei com relação aos anos anteriores é que haviam menos bandas de música e mais DJ's ao longo do percurso. No km 2 havia um carro de som ligado na Rádio Tribuna, logo na virada da Av. Ana Costa. Por volta do km 5, na Av. Afonso Pena, havia outro DJ com um apresentador agradecendo a presença das várias academias e equipes de empresas participando. Banda de música de verdade tinha apenas no km 8, logo na esquina do Canal 5 com a Praia. Outra coisa interessante que achei é que havia um posto de distribuição de água não-oficial da prova na altura do km 5 (os oficiais ficavam nos quilômetros pares), sendo uma estratégia de marketing de uma Temakeria ali da Afonso Pena.

Voltando à minha participação, quando entrei no Canal 5 e vi que já havia percorrido dois terços da prova tentei apertar o passo. Mas não deu. Eu de fato havia feito os primeiros 4km num ritmo muito forte e agora não tinha mais pernas. Acho que esse foi o trecho mais difícil da prova. É o único trecho com asfalto ruim. É uma das vias mais estreitas do percurso. E além disso eu já estava cansado e via meu ritmo cair. Mas fui seguindo em frente e dobrei a esquina do Canal 5 com a praia com pouco menos de 43 minutos de prova, tendo feito cerca de 6min/km no último quilômetro.

Confesso que de todas as edições da Tribuna, essa foi a que os últimos 2km pareceram os mais longos. Em geral eu conseguia dar um sprint final na praia e finalizar o trecho rapidamente. Mas dessa vez eu não conseguia. Faltavam-me pernas. Além disso, eu vi que o gás de muita gente por ali já havia acabado, e eu precisaria de mais energia ainda para realizar ultrapassagens. No fundo ainda consegui tirar energias para melhorar o pace para 5min30seg/km nesse trecho final, cruzando a linha de chegada com 54 minutos e 07 segundos de acordo com o tempo oficial.

Uma vitória, sem sombra de dúvidas! Uma vitória maiúscula eu diria! Em apenas 6 semanas de treinos após uma cirurgia consegui completar 10km com uma velocidade média superior a 11km/h! E o fato de ter chegado exausto e sem capacidade de realizar um sprint final apenas comprova que cheguei ao meu limite nessa corrida. Não teria como fazer um tempo melhor que esse. Fiz o meu melhor, e é isso o que importa!

O próximo desafio já está marcado e será em breve. Aguardem! Por enquanto deixo aqui a foto da 15ª medalha da minha coleção.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um dia de fúria: 10km da Tribuna 2011


A organização dos 10km Tribuna, agora em sua 26a. edição, contou com a parceria da Universidade Lusíada de Santos. Na prática a única mudança que pude perceber foi que a retirada do kit agora aconteceu no ginásio da Lusíada, e não mais no ginásio municipal do Rebouças como vinha ocorrendo todo ano.

Mas não foi só isso que mudou. Visando melhorar ainda mais a velocidade da prova, uma pequena alteração foi feita no percurso. Na saída do túnel, logo após completar o primeiro quilômetro de prova, os atletas agora pegaram a larga Av. Rangel Pestana para a seguir entrar diretamente no começo da Av. Ana Costa, evitando assim algumas ruas estreitas. Nesta avenida a prova agora atravessou o outro sentido, facilitando assim o acesso ao Hospital Ana Costa. Mudanças a meu ver bastante positivas.

E a prova realmente ficou mais rápida: neste ano Marílson Gomes dos Santos não só conquistou seu 6o. título, tornando-se assim o maior vencedor em absoluto da prova, como também estabeleceu um novo recorde de 27min59seg. Apenas a título de comparação, o recorde mundial dos 10.000 metros, disputado em estádio de atletismo (com piso mais apropriado e percurso com longas retas e curvas muito abertas), pertence ao etíope Kenenisa Bekele com a marca de 26min17seg.

Uma vez que a prova é muito rápida, muitas pessoas aproveitam para corrê-la para marcar tempo e atingir índices. Para se ter uma ideia, para largar no pelotão de elite de uma prova deve-se ter um certo tempo comprovado junto à federação de atletismo do local. E muita gente encara a prova da Tribuna como oportunidade de estabelecer esta marca. Mas como a prova cresceu e este ano atraiu 16 mil corredores, muitas eram as reclamações de que a largada era muito tumultuada e perdia-se muito tempo, não atingindo assim o índice. Logo, a organização também teve uma jogada de marketing interessante: este ano foi criado o Pelotão Premium, para atletas amadores que queriam largar lá na frente junto com os atletas de elite, pagando para isso um valor de inscrição consideravelmente maior (R$ 300,00 para ser mais preciso, contra R$ 55,00 do valor normal).

Foi nesse ponto que os erros meus e da organização começaram a se somar. Não percebi que o pelotão tinha esse nome "Premium". Quando fui fazer minha inscrição, deveria dizer se queria largar no primeiro ou no segundo pelotões amadores. Com medo que o primeiro fosse o tal do Pelotão Premium, inscrevi-me no segundo. Mas essa divisão dos pelotões seria o dos atletas que pretendiam fazer o tempo de prova abaixo de uma hora e acima de uma hora, exatamente como no ano passado. Mas desta vez não havia essa explicação no site. No ato da entrega dos kits que fiquei sabendo deste detalhe e perguntei se poderia largar no primeiro pelotão. Até porque o segundo pelotão largaria 10 minutos mais tarde. Muito embora eu não tivesse pretensões de fazer índices que nem os atletas do Pelotão Premium, sentia-me muito bem disposto (apesar do resfriado da semana anterior) e achava que poderia quebrar minha marca pessoal nos 10km, de 50min51seg estabelecida nessa mesma corrida em 2009. E me responderam que não haveria nenhum problema.

A diferenciação entre os pelotões dava-se pela cor de uma faixa no número do peito. O do primeiro pelotão era vermelho e do segundo, verde. Ao entrar no primeiro pelotão os organizadores me mandaram voltar, assim como faziam com todo mundo. Sem alternativa, fui largar lá atrás. Dada a largada do primeiro pelotão, os fiscais preocuparam-se mais em evitar que o pessoal do segundo pelotão pulasse a grade do que vigiar as entradas para o primeiro pelotão. Resultado: muita gente com inscrição para o segundo pelotão (e até mesmo gente sem número no peito) aproveitou esse momento para invadir a região e largar. E os fiscais não deram a mínima para isso! Mesmo com toda a indignação do pessoal do segundo pelotão.

Conclusão: após a largada consegui desgarrar logo da massa do segundo pelotão (claro que com muita gente correndo mais rápido do que eu). Por um momento até achei que ainda pudesse quebrar meu recorde pessoal. Mas logo no primeiro quilômetro de corrida comecei a ultrapassar caminhantes com inscrição do primeiro pelotão. E ao longo da prova isso foi se acentuando, até chegar ao cúmulo de no quilômetro 4 eu ter encontrado um grupo de pessoas desfilando com uma faixa e ocupando praticamente toda a passagem. Fiquei realmente injuriado com a organização patética do evento neste ano. Na segunda metade da prova fui fazendo diversas ultrapassagens, muitas vezes perdendo muito tempo. Muitas vezes encontrando grupos de pessoas ocupando praticamente toda a pista de corrida.

No fim das contas até que fiz um tempo razoável: 54min56seg. Isso considerando que na segunda metade da prova perdi realmente muito tempo tendo que fazer ultrapassagens. Mas devo reconhecer que forcei demais a barra no primeiro quilômetro, o qual completei em absurdos 4min15seg e que me fez diminuir o ritmo no resto do percurso. Seja como for, se essa tivesse sido uma corrida normal eu acho que não quebraria meu recorde pessoal de qualquer maneira. Mesmo que não tivesse perdido esse tempo e não tivesse tido o desgaste psicológico, devo reconhecer que há uma diferença enorme entre completar a prova em 50 minutos e 55 minutos.

Tudo isso foi uma grande lição para mim. Fiquei furioso com a organização da prova? Certamente! Fiquei chateado com não ter conseguido quebrar minha marca pessoal? Claro! Mas nada que justifique eu ter me estressado com a corrida. Mesmo que todos nós corredores tenhamos o desejo de melhorar nossas marcas pessoais, talvez nesse dia eu tenha me esquecido de que o fundamental na corrida e nas provas de rua é uma coisa só: a diversão que isso proporciona. A corrida não é, e nem pode ser, motivo de stress. Mas sim o alívio dele. Lição esta que espero nunca mais esquecer novamente.

Para finalizar, gostaria de fazer apenas um último comentário de caráter futebolístico. A corrida deu-se no dia final do Campeonato Paulista de Futebol, que ocorreu na Vila Belmiro entre Santos e Corinthians. Nem preciso dizer que por este motivo a corrida deste ano foi bastante especial, com dezenas (talvez centenas) de pessoas uniformizadas com camisas dos dois times (com mais santistas, mas ainda assim com muitos corinthianos) correndo ou acompanhando a corrida nas ruas. A profusão de bandeiras nas varandas, e mesmo servindo como capas para os corredores, também era enorme. E durante todo o percurso era possível ouvir gente gritando incentivos aos corredores uniformizados. O que achei mais engraçado disso tudo foi uma senhora que abriu um poster gigante do Neymar em cima de um cavalete na calçada da Avenida Afonso Pena, lá pelo km 6 da corrida.

No fim das contas, para completar a festa iniciada com a corrida da Tribuna, Arouca e Neymar se encarregaram em marcar os gols que deram ao Santos seu 19° título Paulista. Segue abaixo a foto da minha medalha de Campeão Paulista de 2011... quero dizer, da corrida da Tribuna de 2011.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Paixão pelas corridas: 10km da Tribuna 2010


Quem lê este blog desde o primeiro post já deve ter percebido que essa é a minha prova favorita. Foi a primeira corrida que participei, a primeira que repeti a dose, e no ano em que a prova completava 25 anos de existência eu definitivamente não poderia ficar de fora. Ainda mais por ser na cidade de Santos, local onde nasci e morei até atingir a maioridade; e para a qual sempre gosto de voltar.

Devido ao aniversário da prova, este edição foi especial. Logo quando peguei o kit já senti a diferença: ele veio embalado em uma sacola de pano muito útil. A camiseta laranja também estava muito bonita. Ganhei uma garrafinha de água em "formato ergonômico": ela tem um buraco no meio, ideal para você segurá-la com uma mão enquanto está correndo. Mas o melhor do kit, na minha opinião, foi a revista comemorativa. As reportagens contavam a história da prova, a criação e evolução do evento em número de participantes, estatísticas da premiação, entrevista com o prefeito, entrevista com o Marílson (maior vencedor da prova e atual campeão), fotos de edições anteriores, além de uma matéria pra lá de interessante com alguns atletas amadores que já participaram diversas vezes da competição. A que mais me chamou a atenção foi a do Cabo Silva, que correu na primeira edição da prova e continua participando até hoje, com 81 anos de vida.

Uma novidade que eles usaram na prova foi a divisão da área amadora por zonas de tempo. No ato da inscrição você deveria informar se o seu tempo de prova estimado estava abaixo ou acima de 1 hora; e dependendo desta informação você ganhava uma pulseira azul ou vermelha. Na hora de se posicionar para a largada, os fiscais verificavam se todos estavam entrando com chip e com a pulseira para a área correta. Não chega a ser uma inovação pois isso já havia sido feito na Meia Maratona de São Paulo; mas com certeza ajudou a organizar a bagunça da largada.

Quando me posicionei para a largada fiquei ao lado de um cara que estava com mochila. Resolvi puxar papo, e perguntei se ele ia correr com aquela mochila pesada. Ele disse que gostava mesmo era de corrida de aventura, no meio da mata. E que nessas ocasiões a mochila é imprescendível, por isso que sempre corria com ela. Estava ali encarando a prova da Tribuna como "treinamento". Ele mostrou que carregava frutas e um litro de isotônico lá dentro. Seu nome era Fernando. Certamente uma figura marcante.

Veio então a largada para os 15 mil atletas, com direito a balões de gás Hélio coloridos soltos no céu e rojões, como não poderia deixar de ser. A largada foi mais tranquila, com muita gente rápida imprimindo ritmo forte logo no começo. Consegui me segurar e manter meu ritmo. Logo após a primeira curva, tomei o túnel da direita por estar mais vazio, ao contrário dos anos anteriores. Na chegada à Av. Ana Costa peguei um copinho de água apenas para molhar a boca. O resto joguei no rosto para refrescar. Em alguns dos outros postos de hidratação repeti o gesto, de forma que em nenhum momento me senti pesado ou precisando de hidratação.

Ao final da Ana Costa, virando na Av. Francisco Glicério, pouco antes do km 4 da prova, vi minha ex-professora de Química no colegial no meio do público que acompanhava a prova. Gritei seu nome, acenei e ela devolveu o gesto. Realmente muito legal.

A prova seguiu como sempre. Gostei bastante de ver novamente a bandinha tocando perto do km 6. Aliás, nessas alturas da corrida duas coisas me chamaram a atenção no público. Uma delas foi algumas pessoas segurando uma faixa escrito "Vote em Branco", fazendo uma alusão às eleições gerais desse ano. A outra foi que em dois pontos diferentes encontrei pessoas vestindo a camisa da seleção espanhola de futebol. Um dos caras estava até com uma bandeira da Espanha. Um sinal de que eles realmente estavam confiantes para a Copa do Mundo. Havia também muitas bandeiras e camisas do Brasil e do Santos, que vivia um grande momento na final do campeonato paulista na época; mas camisas e bandeiras da Espanha foi algo realmente surpreendente.

Na chegada ao canal 5 novamente encontrei o chuveiro da Sabesp, no qual aproveitei para me refrescar. A seguir veio o trecho da praia, que é o Grand Finale. Sim, porque é nesse trecho que o público é maior, que a paisagem fica mais bonita e que, apesar da dor e do cansaço, você tira energias para correr ainda mais e completar a prova.

No ano anterior eu havia completado com o tempo de 50 min 49 seg; uma melhora significativa para os 59 min 54 seg de 2008. Dessa vez eu sabia que não estava tão bem quanto em 2009 e que não melhoraria a marca. Foram muitos problemas nos treinos, muita falta de ritmo. Nos meus treinos a melhor marca havia sido 57 min; de forma que eu esperava fazer algo em torno de 55 min. O tempo de 52 min 36 seg pra mim foi uma surpresa muito agradável. Foi pouco acima da melhor marca, e muito abaixo do que eu esperava. Uma prova de que no dia da corrida, com o apoio do público e o calor da competição, a gente realmente se supera.

E o melhor de tudo foi encontrar minha família me esperando na chegada. Todos muito felizes, assim como eu. É nessas horas que a gente percebe que correr é algo realmente apaixonante. Espero ainda participar da prova da Tribuna por muitos e muitos anos. Como já é de praxe, deixo aqui a foto da medalha desta edição.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Buscando novas marcas: 10km da Tribuna 2009

Após um primeiro ano de corridas colecionando medalhas na prova da Tribuna e na São Silvestre, iniciei 2009 com o objetivo de aumentar as distâncias percorridas e a velocidade média desenvolvida. E nada melhor do que correr novamente a prova da Tribuna para ver se eu conseguia aumentar a velocidade. Desta vez a meta era fazer em 50 minutos. Mas novamente uma gripe às vésperas da prova me fez rever os planos. Até porque em alguns treinos eu nem conseguia completar 10km. Na última semana porém, consegui realizar um último treino em menos de 57 minutos. Tomei para mim as palavras de César Cielo, no dia que levou a primeira medalha de ouro olímpica da natação brasileira: "Nem que eu tenha que sair carregado de lá, mas eu vou trazer esta medalha." No meu caso era apenas uma medalha de participação, mas depois de tudo o que aconteceu, terminar a prova já seria uma grande vitória.

Veio o dia da corrida, e novamente o calor da prova me anima. Desta vez na região de largada não havia mais um apresentador aos berros como no ano anterior, mas um bem mais comedido, que estava acima de tudo agradecendo à presença de todos os atletas, sem os quais obviamente a prova não existiria. A organização novamente impressiona: no túnel fazem um ambiente de balada, com luzes piscantes e música eletrônica, além das diversas bandas espalhadas pelo percurso. Na chegada à praia (km 8), um "chuveiro" da Sabesp para refrescar a galera. Já mais experiente, não me deixo contaminar pela euforia inicial e consigo imprimir meu próprio ritmo desde o começo. Também não peguei água durante a prova, pois sempre me acostumei a treinar assim. Além disso, acho que um dos erros cometidos na prova do ano anterior e também na São Silvestre foi justamente ter bebido muita água, o que me fez sentir "pesado".

Olho no relógio a cada quilômetro completado e vejo que estou mantendo um bom ritmo. Passo os primeiros 5km fazendo uma média incrível de 5 min/km. Começo a sentir um pouco de cansaço, mas faço de tudo para manter a mesma pegada. Nos 4 quilômetros seguintes a média cai para 5,25 min/km. Passo no km 9 com 46 minutos de prova. Tento dar um sprint final mas faltam energias. Pudera, estava com um ritmo forte desde o começo. Nesse momento vejo um cadeirante, muito cansado mas se esforçando para chegar (os cadeirantes largam com meia hora de vantagem, de modo que é raro encontrar um durante a prova). Isso me anima a aumentar o ritmo forte. Cruzo a linha de chegada e meu relógio marca o tempo de 50 minutos e 49 segundos. O tempo oficial foi de 50m51s. Fico impressionado! Em nenhum treino eu havia conseguido chegar nessa marca. É realmente muito gratificante receber a medalha e ver que fiz um excelente tempo.

Agradeço a todos que me incentivaram e me desejaram boa sorte nessa corrida. O apoio dos amigos e familiares com certeza foi fundamental. Finalizo este post com a frase de Lance Armstrong que diz tudo o que senti no dia dessa corrida: "Pain is temporary, quiting lasts forever!"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Uma estreia animadora: Os 10 km da Tribuna 2008

A prova dos 10 km da Tribuna FM é um evento que paralisa a cidade de Santos num domingo de manhã, sempre uma semana após o dia das mães. Quando falo desta prova tem muita gente que a desconhece, mas trata-se de uma das 5 maiores corridas de rua do país em número de participantes, e a maior de 10 km. Por ser uma prova ao nível do mar, plana, e com grandes retas, é um dos percursos mais rápidos na categoria, o que serve de grande motivação tanto para veteranos quando para iniciantes. Muitos grandes nomes do atletismo brasileiro, como Ronaldo da Costa, Vanderlei Cordeiro de Lima e Marílson Gomes dos Santos, já ganharam a prova. E mesmo corredores estrangeiros vêm à Baixada Santista para correr.

Pois bem, desde que morava em Santos tinha vontade de participar. Em 2000 e em 2001 um grupo de amigos do colégio competiu e até me chamaram, mas não consegui fazer um ritmo de treinos e desisti de correr. Mas prometi a mim mesmo que um dia participaria desta prova. Em 2007, após sofrer uma lesão no joelho jogando futebol, recebi a recomendação de começar a praticar algum esporte para fortalecer os músculos, e a sugestão que resolvi seguir foi a das corridas de rua. Foi assim que tudo começou.

Assim, resolvi unir o útil ao agradável, e logo comecei a me preparar para a prova dos 10km da Tribuna de 2008. A meta era simplesmente terminar a prova, se possível abaixo de 1 hora. Achava difícil atingir essa meta pois havia pegado um resfriado duas semanas antes da corrida, que me impossibilitou de treinar direito. No meu último treino, havia feito 9 km em 1h03m.

Meus amigos que haviam corrido em 2001 tinham me alertado pra chegar cedo, pois senão eu largaria no meio da muvuca e sequer conseguiria correr antes de chegar ao túnel no qual se encerra o km 1 da prova. Assim sendo, cheguei 40 minutos antes da largada. Pude ver diversas academias se aquecendo junto nos arredores da reta de largada. Mas, logo fui pra região da largada, e consegui um lugar bem perto ao prédio do jornal A Tribuna, local onde estava a barreira. Luciano Faccioli, um jornalista de Santos que trabalhou bastante na Tribuna, estava ali fazendo o papel de "Galvão Bueno", ou seja, falando um monte de besteiras pra animar o pessoal. Perguntava quem torcia pro Santos, pro São Paulo, pro Palmeiras, pro Corinthians, quem era dali de Santos, quem era de São Vicente, Praia Grande, Cubatão, São Paulo, interior, etc... Pontualmente às 9 horas foi dada a largada.

Dada a largada, acabei me animando um pouco com o ritmo do pessoal. Foi aí que percebi que quem chega cedo é porque não quer ser atrapalhado por ninguém e quer marcar um tempo muito bom. Por isso quando cheguei no Km 2 não tinha nem 10 minutos de prova, e eu já estava morto de cansaço e com uma forte dor na barriga. Peguei uma aguinha e me refresquei, e a seguir diminuí o ritmo. Ao chegar no Km 5, eram passados 29 minutos de prova. Eu me encontrava já mais descansado, e achei que se aumentasse o ritmo na metade final da prova poderia até marcar em 1 hora. Assim, passei pelo Km 6 com 36 minutos, Km 7 com 42 minutos, Km 8 com 48 minutos, Km 9 com 54 minutos, Km 9,5 com 57 minutos e... pelo tempo oficial, cruzei a linha de chegada com exatos 59m54s!

Pra uma corrida de estreia achei que não foi nada mal. Acho que a adrenalina do momento da corrida, a empolgação de estar lá, a animação que o público traz pro evento, tudo isso fez com que meu desempenho na prova ficasse acima do esperado. Fiquei animado para participar de outras competições. E foi assim que tudo começou. Deixo abaixo uma foto da medalha que ganhei nessa corrida. A primeira da coleção.