segunda-feira, 3 de junho de 2013
Map My Run - Maio 2013
No mês de Maio continuei os treinamentos visando à Maratona do Rio. Fiz alguns treinos curtos de meio de semana, nos quais realizei tiros e subidas. E dois mega longões de mais de 36km que duraram cerca de 4 horas cada um, para me acostumar com a distância.
Destaco também a Indy Run, realizada no dia 4 de maio, sobre a qual já escrevi. Fica um pouco claro que eu estava muito cansado nessa corrida e não consegui fazer um bom tempo. Não tive uma janela de recuperação muito grande entre um longão e essa corrida. Também tive que fazer uns treinos curtos na sequência devido à recuperação.
Para Junho devo realizar mais um longão na faixa dos 35-40km e finalizar a preparação para a Maratona. O grande dia está chegando.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
O final de semana da velocidade: Indy Run 2013
Mas calma aí, este blog não é sobre corridas de rua? O que a Fórmula Indy tem a ver com isso? A questão é que lá nos Estados Unidos é muito comum ver provas disputadas em circuitos de rua, como o caso dessa corrida em São Paulo. E lá também é comum que aproveitem a pista de rua para que, entre os treinos de sábado e a corrida de domingo, seja disputada uma corrida de rua no sábado à noite. Visto que as corridas de rua têm tido cada vez maior interesse no Brasil, os organizadores da prova decidiram trazer essa prática para cá. E com preços para lá de convidativos para aqueles que, assim como eu, decidiram unir o útil ao agradável e desfrutar dos dois eventos: Corrida de rua e Grande Prêmio.
A bem da verdade, apesar de ter ingresso para os treinos de sábado, acabei chegando ao autódromo apenas para a corrida de rua com largada prevista para as 19:00. Prevista, pois foi adiada em meia hora para que pudesse passar ao vivo no telejornal. Uma bola fora imensa dos organizadores: poderiam ter pensado nisso com alguma antecedência. Até porque já é a terceira vez que organizam essa corrida de rua aqui no Brasil. Realmente lamentável. Mas de qualquer modo, foi muito legal largar novamente no Sambódromo. Desta vez sem lasers nem fumaça como na última corrida noturna que participei. Muito pelo contrário: pendurado na grade logo antes do pórtico de largada e esbanjando simpatia ao cumprimentar os atletas que iniciavam a prova estava ninguém mais ninguém menos que Tony Kanaan, um dos brasileiros que atualmente corre na Indy. Claro que aproveitei a oportunidade para cumprimentá-lo também.
Pelo fato da corrida ser em um autódromo, que deve ser largo o suficiente para que alguns carros passem lado a lado, e também pelo fato de serem apenas 2200 corredores, a dispersão pós-largada foi das mais tranquilas que já vi. Logo saímos no Sambódromo e passamos pelo "S do Samba". Achei que nesse ponto muita gente iria desrespeitar as curvas, mas não foi o que aconteceu. Todo mundo respeitou as curvas. A seguir veio uma reta grande na Av. Olavo Fontoura. Ao final desta reta havia uma área de escape, e era possível ver as marcas de pneus no chão e sentir o cheio da borracha dos carros que chegaram a sair da pista por ali. Também foi interessante ver as mesmas marcas nas zebras, com muitos corredores tentando segui-las, subindo nas zebras e tudo mais. Uma verdadeira festa onde valia tudo.
Infelizmente logo após essa avenida a iluminação da pista era muito precária. A organização chegou a ligar os faróis de uma van para iluminar uma das pequenas retas ali do miolo. Tinha também um ponto de distribuição de água por ali. E logo em seguida iniciava-se a grande reta da Marginal Tietê, com mais de um quilômetro de extensão. Tão grande que nem era possível ver o final dela. Mal dava para ver o Sambódromo dali do começo da reta! Além de extensa, também muito larga: quatro faixas de trânsito para os atletas, que a essa altura já estavam muito dispersos. Muito legal também a experiência de correr na via local, enquanto os carros passavam pela via expressa, e poder ver ao longe algumas pontes conhecidas. Afinal de contas, essa deve ser a única corrida de rua que interdita a Marginal Tietê.
Cheguei ao Sambódromo para completar a primeira volta no momento em que anunciavam que os líderes se aproximavam para fechar a prova. Passei pelo tapete com algo em torno de 22 minutos. Mas os líderes ainda nem haviam terminado a Marginal nessa hora. Depois disso veio a segunda volta. Menos interessante que a primeira, como é normal em toda corrida com mais de uma volta no mesmo percurso. Até que comecei a me preocupar com o tempo. Mas visto que no meio daquela semana eu havia realizado um treino muito longo de preparação para a maratona, percebi que o corpo começou a cobrar seu preço. Sentia vontade de acelerar, mas o corpo simplesmente não respondia da mesma forma. E com uma pista larga daquelas não teria absolutamente nenhum problema em desviar de ninguém. O maior limitante era de fato eu mesmo. Completei a prova extenuado com 43 minutos e 14 segundos. Feliz por ter dado o máximo que eu podia, mas triste por saber que poderia ter sido melhor se não fosse o cansaço.
Mas tudo bem, o importante foi ter participado de mais uma corrida. E como ninguém é de ferro, domingo retornei ao autódromo para acompanhar a São Paulo Indy 300. Diferentemente da Fórmula 1 o som dos carros não chega a incomodar tanto os ouvidos, talvez por terem um som menos agudo. Muito legal ver a largada lançada e emocionante vibrar com as ultrapassagens. Principalmente pelo fato de o brasileiro Tony Kanaan ter liderado boa parte da prova. Infelizmente ele teve um problema com o cálculo do combustível e ficou de fora da briga pela corrida devido a uma pane seca. O público também vibrou quando Will Power, que havia vencido em São Paulo nas 3 edições já realizadas, abandonou. E a chegada foi simplesmente espetacular, com o canadense James Hinchcliffe ultrapassando o japonês Takuma Sato na última curva da corrida! Realmente emocionante.
Agora é hora de voltar aos treinos e focar no grande objetivo do ano: a maratona do Rio de Janeiro. Segue a foto da medalha!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Map My Run - Abril 2013
No mês de abril acabei correndo praticamente a mesma distância do mês de Março. Não fiz nenhum treino de mais de 30km: meus longões ficaram na faixa dos 25km. Mas mesmo assim eu gostei do desempenho, principalmente porque consegui impor um bom ritmo (média levemente superior a 10km/h) nestes dois treinos. Isso sem falar que não fiquei completamente exaurido após estes treinos. Sinal de que meu corpo já se acostumou com essa distância.
Deixei o treino superior a 30km para o feriado do primeiro de maio. Mas justamente por isso vou deixar para comentar deste treino no próximo post. Ou melhor, daqui a dois posts, pois neste final de semana agora vou participar da Indy Run e pretendo escrever sobre essa prova antes do fim do mês.
Faltam 2 meses para a Maratona do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Map My Run - Março 2013
Em Março corri 128km, abaixo da marca de Fevereiro mesmo tendo feito um treino a mais. O motivo foi o número menor de treinos longos, apenas 2, contra 3 do mês anterior. Mas mesmo assim, mantive uma boa regularidade de treinos e fiquei muito feliz com o resultado obtido. Até porque em um dos finais de semana participei da Night Run, sobre a qual já escrevi no post anterior, que era uma prova de "apenas" 10k.
No entanto realizei meu treino mais longo até aqui no dia 19 deste mês, quando superei pela primeira vez a marca dos 30km. O treino foi de pouco mais de 32km, e serviu para me animar para encarar a maratona. Tanto que na mesma semana fiz minha inscrição para a Maratona do Rio de Janeiro, dia 07 de Julho.
Também agora em Março fui informado sobre a corrida de rua da Fórmula Indy. No final de semana do Grande Prêmio realizado em um circuito de rua na Zona Norte de São Paulo é organizada também uma corrida de rua no sábado à noite, logo após os treinos classificatórios. Não sou lá muito fã da Indy, mas resolvi unir o útil ao agradável e me inscrevi também para esta prova, a ser realizada no dia 04 de Maio.
A meta para o mês de Abril é realizar pelo menos 2 treinos longos na faixa dos 32km para me acostumar melhor com essa distância.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Começa a temporada 2013: Night Run SP
Conforme eu já vinha registrando nos posts anteriores, comecei o ano decidido a finalmente realizar o sonho de completar a maratona. Como a de São Paulo estava prevista para 28 de Abril, decidi não correr nenhuma prova nesse meio tempo para não interferir na minha preparação. Mas justamente quando fui me inscrever descobri que haviam mudado a data da corrida. Fiquei muito chateado e com uma vontade enorme de participar de qualquer corrida que aparecesse na minha frente, só para matar a vontade que ficou de participar de uma prova. Opções não faltavam neste fim de mês: poderia correr novamente a General Salgado em Taubaté, no dia 24 de Março. Mas como já participei dessa prova, descartei-a. Ouvi falar muito bem do Circuito Track & Field, com uma prova prevista para o mesmo dia na região do Shopping Villa-Lobos em São Paulo. Mas existem outros percursos da Track & Field em São Paulo durante o ano, e só ali no Villa-Lobos serão realizadas mais duas corridas ainda este ano. Por isso resolvi deixar para uma próxima oportunidade. No final das contas decidi participar de uma prova noturna, a Night Run SP 2013, realizada no mesmo final de semana na Zona Norte de São Paulo. O curioso é que decidi participar por indicação de um amigo que pretendia correr, mas que desistiu.
A prova foi organizada pela O2, uma revista de corridas famosa. Confesso que nunca li um exemplar, mas já ouvi falar muito bem. A inscrição era bastante salgada, mas mesmo assim resolvi participar por ser organizada por uma instituição conceituada. E também por se tratar de uma prova noturna, coisa que não estou muito acostumado a fazer (só havia corrido a Oscar Running Night até então). O kit também valia a pena: uma camisa de manga comprida (ótima para treinos no inverno que se aproxima), uma garrafa de 600mL (indispensável em treinos de longas distâncias) e uma lanterna para uso durante a corrida. Essa lanterna vinha presa em um elástico para ser preso no braço ou na testa. Funciona com 3 pilhas AAA e possui 5 lampadinhas, que funcionam nos modos "piscando alternadamente", "piscando todas juntas" e "todas ligadas". Achei a ideia interessante e pensei em usar durante a corrida. Não ia ajudar em nada, mas só pra fazer parte da brincadeira.
Achei curioso que o kit foi entregue na loja da Decathlon que fica no Morumbi, enquanto que a corrida realizou-se na região do Anhembi. Detalhe que existe uma Decathlon não muito longe do Anhembi, ao lado do Shopping Center Norte. Seja como for, realizei uma longa viagem de manhã para pegar o kit, e outra à noite para a corrida. Temendo o trânsito de sábado à noite ocasionado principalmente pelo fechamento das vias de acesso à prova, achei que seria melhor ir de metro, exatamente como indicado no site do evento. Desci na estação Tietê, aonde já me deparei com gente do "staff" da prova indicando a saída da estação que deveríamos pegar. No percurso de cerca de 2km entre o metro e a largada pude ver gente com sinalizadores luminosos indicando o caminho para a largada. Até que cheguei no local onde se desdobrava a corrida.
Na verdade eram duas provas no mesmo dia, de 5km e 10km. Mas ao contrário do que acontece normalmente nesses eventos, as duas corridas foram realizadas de forma independente. Às 19h30 aconteceu a largada dos 5km, enquanto os 10km começaram apenas às 20h30. Achei a ideia muito boa a princípio, pois geralmente o que acontece é que fica todo mundo misturado na largada, e só quando os grupos das duas provas se separam é que fica melhor de correr. Aliás, dado o número de pessoas inscritas para esse evento (cerca de 6 mil participantes em cada modalidade), essa divisão foi simplesmente indispensável. Teria sido impraticável realizar a corrida com 12 mil pessoas dividindo aquela pista. O problema foi que a região de concentração para a prova de 10km e a de dispersão dos 5km era exatamente a mesma. Então quando cheguei deparei-me com cerca de 12 mil pessoas transitando na área como um verdadeiro formigueiro, indo desordenadamente de um lado para o outro. E absolutamente ninguém do staff para orientar nada! Eu estava apertado e só achei os banheiros químicos pois contei com a boa vontade de outro corredor para me informar.
Desta feita, consegui me posicionar para a largada faltando pouco mais de 1 minuto para soar a sirene. De tão em cima da hora nem lembrei em pegar minha lanterna, e por isso corri sem ela. Ok, não fez a menor diferença. Mas foi tão pouco tempo que mal deu pra apreciar o belo local da largada, exibido na foto acima. Isso mesmo, o Sambódromo! Eu nunca tinha ido lá, e confesso que fiquei um pouco decepcionado pois achei que fosse um pouco maior. Creio eu que cerca de 300m após a largada já havíamos feito a curva e saído dele. E pra falar a verdade, o Sambódromo foi a única coisa que realmente marcou essa prova, pois o resto do percurso era dentro do estacionamento do Anhembi (!?!) ou na Avenida Olavo Fontoura. Uma vez que essa avenida é a sede do Aeroporto do Campo de Marte e do Aeroclube de São Paulo, até se torna interessante por ser possível ver alguns aviões por ali. Mas como era de noite e os aviões não recebem iluminação noturna, não foi possível ver nada disso durante a prova.
Outra coisa que não curti na prova como um todo, mas principalmente na largada, foi o tom de "balada" que foi dado ao evento. Até entendo que fazendo isso a organização tente tornar a prova mais popular e próxima ao ambiente de academias, tornando-se um evento de socialização pela prática do esporte e tudo o mais, mas daí para soltar fumaça e fazer um show com lasers e luzes estroboscópicas na largada já acho que foi um pouco de exagero. Sei que posso estar sendo chato e pedante nesse ponto, mas não deixa de ser a minha opinião.
A largada em si não achei tão tumultuada assim. Pelo menos dentro do Sambódromo não vi nada fora do normal. Mas não houve separação por ritmo de corrida como acontecem em provas com muitos participantes, de modo que levei cerca de 3km até finalmente encontrar meu espaço e me sentir confortável na prova. Vi gente que realmente se estressou com alguns grupos de corredores formando um "paredão" e decidiu correr por fora da pista demarcada. O pobre coitado só não percebeu que tinha um tapete para medição de tempo (checkpoint), e fatalmente acabou não tendo seu tempo registrado na corrida. Seja como for, acho que o excesso de gente não prejudicou meu desempenho. Consegui manter um ritmo bom durante quase toda a prova. Cruzei o km 3 com 16m30s, média de 11km/h. Depois disso consegui melhorar um pouco o ritmo, mas lá pelo km 6 senti o cansaço bater. Mesmo assim, a noite era agradável e convidativa para uma boa corrida, de modo que consegui me recuperar e finalizei minha participação com o tempo de 53 minutos e 13 segundos, conforme ilustrado no certificado oficial da prova abaixo.
Longe de ser meu melhor tempo em 10km, mas pelo menos foi meu melhor desempenho nessa distância após a apendicite do ano passado. Considerando ainda que estou focando meus treinos em resistência para a maratona e não em velocidade para provas curtas, fiquei mais do que satisfeito com o resultado obtido.
Deixo a foto da medalha abaixo, a primeira do ano. Provavelmente é a primeira também da maioria das pessoas que correram essa prova nesse final de semana. E que mais pro meio do ano eu volte aqui para postar a foto e contar minha história na Maratona do Rio de Janeiro, para a qual já me inscrevi. Mas antes disso terei outro compromisso, também na região do Anhembi, no dia 4 de maio para a Indy Run.
A prova foi organizada pela O2, uma revista de corridas famosa. Confesso que nunca li um exemplar, mas já ouvi falar muito bem. A inscrição era bastante salgada, mas mesmo assim resolvi participar por ser organizada por uma instituição conceituada. E também por se tratar de uma prova noturna, coisa que não estou muito acostumado a fazer (só havia corrido a Oscar Running Night até então). O kit também valia a pena: uma camisa de manga comprida (ótima para treinos no inverno que se aproxima), uma garrafa de 600mL (indispensável em treinos de longas distâncias) e uma lanterna para uso durante a corrida. Essa lanterna vinha presa em um elástico para ser preso no braço ou na testa. Funciona com 3 pilhas AAA e possui 5 lampadinhas, que funcionam nos modos "piscando alternadamente", "piscando todas juntas" e "todas ligadas". Achei a ideia interessante e pensei em usar durante a corrida. Não ia ajudar em nada, mas só pra fazer parte da brincadeira.
Achei curioso que o kit foi entregue na loja da Decathlon que fica no Morumbi, enquanto que a corrida realizou-se na região do Anhembi. Detalhe que existe uma Decathlon não muito longe do Anhembi, ao lado do Shopping Center Norte. Seja como for, realizei uma longa viagem de manhã para pegar o kit, e outra à noite para a corrida. Temendo o trânsito de sábado à noite ocasionado principalmente pelo fechamento das vias de acesso à prova, achei que seria melhor ir de metro, exatamente como indicado no site do evento. Desci na estação Tietê, aonde já me deparei com gente do "staff" da prova indicando a saída da estação que deveríamos pegar. No percurso de cerca de 2km entre o metro e a largada pude ver gente com sinalizadores luminosos indicando o caminho para a largada. Até que cheguei no local onde se desdobrava a corrida.
Na verdade eram duas provas no mesmo dia, de 5km e 10km. Mas ao contrário do que acontece normalmente nesses eventos, as duas corridas foram realizadas de forma independente. Às 19h30 aconteceu a largada dos 5km, enquanto os 10km começaram apenas às 20h30. Achei a ideia muito boa a princípio, pois geralmente o que acontece é que fica todo mundo misturado na largada, e só quando os grupos das duas provas se separam é que fica melhor de correr. Aliás, dado o número de pessoas inscritas para esse evento (cerca de 6 mil participantes em cada modalidade), essa divisão foi simplesmente indispensável. Teria sido impraticável realizar a corrida com 12 mil pessoas dividindo aquela pista. O problema foi que a região de concentração para a prova de 10km e a de dispersão dos 5km era exatamente a mesma. Então quando cheguei deparei-me com cerca de 12 mil pessoas transitando na área como um verdadeiro formigueiro, indo desordenadamente de um lado para o outro. E absolutamente ninguém do staff para orientar nada! Eu estava apertado e só achei os banheiros químicos pois contei com a boa vontade de outro corredor para me informar.
Desta feita, consegui me posicionar para a largada faltando pouco mais de 1 minuto para soar a sirene. De tão em cima da hora nem lembrei em pegar minha lanterna, e por isso corri sem ela. Ok, não fez a menor diferença. Mas foi tão pouco tempo que mal deu pra apreciar o belo local da largada, exibido na foto acima. Isso mesmo, o Sambódromo! Eu nunca tinha ido lá, e confesso que fiquei um pouco decepcionado pois achei que fosse um pouco maior. Creio eu que cerca de 300m após a largada já havíamos feito a curva e saído dele. E pra falar a verdade, o Sambódromo foi a única coisa que realmente marcou essa prova, pois o resto do percurso era dentro do estacionamento do Anhembi (!?!) ou na Avenida Olavo Fontoura. Uma vez que essa avenida é a sede do Aeroporto do Campo de Marte e do Aeroclube de São Paulo, até se torna interessante por ser possível ver alguns aviões por ali. Mas como era de noite e os aviões não recebem iluminação noturna, não foi possível ver nada disso durante a prova.
Outra coisa que não curti na prova como um todo, mas principalmente na largada, foi o tom de "balada" que foi dado ao evento. Até entendo que fazendo isso a organização tente tornar a prova mais popular e próxima ao ambiente de academias, tornando-se um evento de socialização pela prática do esporte e tudo o mais, mas daí para soltar fumaça e fazer um show com lasers e luzes estroboscópicas na largada já acho que foi um pouco de exagero. Sei que posso estar sendo chato e pedante nesse ponto, mas não deixa de ser a minha opinião.
A largada em si não achei tão tumultuada assim. Pelo menos dentro do Sambódromo não vi nada fora do normal. Mas não houve separação por ritmo de corrida como acontecem em provas com muitos participantes, de modo que levei cerca de 3km até finalmente encontrar meu espaço e me sentir confortável na prova. Vi gente que realmente se estressou com alguns grupos de corredores formando um "paredão" e decidiu correr por fora da pista demarcada. O pobre coitado só não percebeu que tinha um tapete para medição de tempo (checkpoint), e fatalmente acabou não tendo seu tempo registrado na corrida. Seja como for, acho que o excesso de gente não prejudicou meu desempenho. Consegui manter um ritmo bom durante quase toda a prova. Cruzei o km 3 com 16m30s, média de 11km/h. Depois disso consegui melhorar um pouco o ritmo, mas lá pelo km 6 senti o cansaço bater. Mesmo assim, a noite era agradável e convidativa para uma boa corrida, de modo que consegui me recuperar e finalizei minha participação com o tempo de 53 minutos e 13 segundos, conforme ilustrado no certificado oficial da prova abaixo.
Longe de ser meu melhor tempo em 10km, mas pelo menos foi meu melhor desempenho nessa distância após a apendicite do ano passado. Considerando ainda que estou focando meus treinos em resistência para a maratona e não em velocidade para provas curtas, fiquei mais do que satisfeito com o resultado obtido.
Deixo a foto da medalha abaixo, a primeira do ano. Provavelmente é a primeira também da maioria das pessoas que correram essa prova nesse final de semana. E que mais pro meio do ano eu volte aqui para postar a foto e contar minha história na Maratona do Rio de Janeiro, para a qual já me inscrevi. Mas antes disso terei outro compromisso, também na região do Anhembi, no dia 4 de maio para a Indy Run.
domingo, 3 de março de 2013
Map My Run - Fevereiro 2013
Conforme antecipado no post anterior, em Fevereiro aumentei minha carga de treinos pensando na Maratona de São Paulo 2013. Na verdade continuei fazendo o mesmo número de treinos semanais, apenas aumentei a carga de "longões". Com isso completei 146km no mês, o que acredito ser meu recorde pessoal. O treino mais longo foi de 28.84km, que sem dúvida alguma é a maior distância que já percorri em um único treino, e que equivale a 2/3 de uma maratona.
E justamente na última semana do mês, quando pensei em me inscrever pra Maratona de São Paulo, fui surpreendido com a notícia de que ela foi transferida para o mês de Outubro!?! De posse dessa informação, a única certeza que tenho é que não preciso estar apto a correr 42km no final de Abril.
De resto, tenho apenas possibilidades, a saber: Maratona do Rio de Janeiro no dia 07 de Julho ou a Maratona de São Paulo no dia 06 de Outubro. Não sei ainda qual delas correr. E uma vez que tem bastante tempo até lá, talvez eu arranje algumas corridas menores no meio do caminho. Tudo está realmente muito indefinido.
O jeito é continuar treinando.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Map My Run - Janeiro 2013
O ano novo não começou muito bem. Devido a problemas pessoais não fiz bons treinos nas primeiras semanas. E nas duas últimas semanas do mês fiz apenas dois treinos. Mas tenho até um bom motivo. No dia 22 fiz um treino diferente: fui pedalar com um amigo e senti que é um esporte que pode ser tão ou mais cansativo que a corrida.
Somando-se a isso o fato de eu estar frequentemente nadando (coisa pouca, cerca de 500m apenas) posso considerar que em Janeiro fiz muita atividade física, ainda que tenha ficado abaixo dos 100km corridos no mês.
A maratona de São Paulo já está batendo na porta, e por isso mesmo realizei um treino de 23km no fim do mês. Em Fevereiro a carga vai aumentar!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Feliz Ano Novo: São Silvestre 2012
Neste ano de 2012 resolvi participar novamente da Corrida de São Silvestre. Como já mencionei no meu post da corrida de 2008, desde pequeno que acompanho a transmissão da corrida pela televisão. E depois de minha participação, acho que passei a acompanhar com mais entusiasmo. Em 2009 vi a vitória do queniano James Kipsang, o mesmo que venceu no ano que corri, com um gostinho de saudade e de saber que exatamente um ano antes eu estava lá. Vibrei muito com a vitória do Marílson em 2010, embora nesse ano eu tenha ficado muito chateado ao saber que a organização derrapou e entregou a medalha aos corredores junto com o kit pré-prova devido à falta de espaço na Paulista (isso aconteceu devido à perda do enorme estacionamento que foi fechado para levantar um prédio no qual era feita a entrega das medalhas). Fiquei indignado que em 2011 alteraram a chegada para o Obelisco do Ibirapuera exatamente por essa questão de espaço. E fiquei muito feliz que em 2012 trouxeram a chegada novamente para a Av. Paulista, desta vez alterando também o horário da prova para o período da manhã de modo a permitir uma dispersão tranquila dos atletas sem interferir com a chegada das pessoas que querem participar do Reveillon na Paulista.
A partir deste momento eu já me encontrava muito cansado e queria mais que a corrida terminasse logo. Mas ainda assim pude apreciar um pouco do centro velho de São Paulo, começando pela Avenida Rio Branco. Na edição de 2008 seguíamos praticamente pela rua inteira, mas dessa vez dobramos na Praça Princesa Isabel na Av. Duque de Caxias. Nessa praça encontra-se uma estátua gigantesca em homenagem do Duque que ficou famoso na Guerra do Paraguai. Continuamos pelo Largo do Arouche e depois chegamos à "esquina da cidade", o cruzamento da Av. Ipiranga com a Av. São João, que ficou eternizada na música "Sampa" de Caetano Veloso. Essa esquina também estava presente no percurso antigo, embora fosse mais para o começo da prova. Seguimos então pelo Largo do Paissandú e passamos atrás do Teatro Municipal de São Paulo, que se encontra na Praça Ramos de Azevedo. Um prédio muito bonito que também vale uma visita. Chegamos então a um dos cartões-postais da cidade, o Viaduto do Chá, do qual se obtém uma bela vista do centro da cidade. Depois disso contornamos o Largo do São Francisco, sede da Faculdade de Direito da USP, e ganhamos a famosa, temida, amada e ao mesmo tempo odiada subida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio.
Logo no começo da subida fiquei um pouco surpreso com a euforia que alguns corredores demonstraram ao iniciarmos esse trecho com gritos de guerra "Uh! Briga-dê-ro! Uh! Briga-dê-ro!". Surpreso e também contagiado. O cansaço era enorme e eu tinha medo de "quebrar" e começar a caminhar durante a subida. Mas felizmente me deixei levar pela animação dos demais corredores e também do público que compareceu em massa para dar seu incentivo. Resultado: não parei em nenhum momento! Posso ter levado cerca de 15 minutos para completar apenas 2km de subida, mas fiquei muito feliz de ter completado a prova correndo do primeiro ao último metro! Aliás, nos metros finais na Av. Paulista, fui capaz novamente de dar um sprint final e correr com todas as forças que ainda restavam, exatamente como há 4 anos atrás. Acho que o fato de sair de uma subida daquelas e voltar a correr no plano equivale a tirar um peso enorme das pernas. Você até se sente mais leve e é capaz de correr mais rápido.
Como mencionei, terminei em 1h36min. Se eu achava meu tempo de 2008 ruim, o de 2012 foi ainda pior. Mas no fim das contas, valeu a pena ter acordado cedo no último dia do ano? Valeu a pena ter que dividir espaço com tanta gente? Valeu a pena sofrer com o calor e as subidas? A resposta só poderia ser uma: COM CERTEZA! Correr é sem dúvida uma das melhores maneiras de você encerrar um ano!
Para 2013 fica mais uma vez o desafio de participar de uma maratona, promessa que fiz para os dois últimos anos e não fui capaz de cumprir. No final de abril tem a Maratona de São Paulo, para a qual já estou treinando. Será que agora vai? Só o tempo vai poder dizer.
Por enquanto deixo aqui a foto da medalha da São Silvestre, talvez uma das mais bonitas de minha coleção.
Com tudo isso e mais algumas alterações no percurso, achei que seria interessante voltar a competir na São Silvestre. Em 2008 completei a prova de 15km em 1h34min, minha pior média de velocidade em todas as provas que disputei. Vim para a edição de 2012 disposto a superar essa marca. E achei que não seria difícil, dados os tempos que vinha fazendo nos treinos. É claro que uma semana antes da prova fiz um treino com a mesma distância e completei em apenas 1h43min, mas uma vez que o calor de 38°C que experimentei naquela ocasião não deveria se repetir no dia da prova, achei que não teria muitos problemas.
No entanto as coisas não aconteceram da maneira como eu imaginei. Não sei ao certo onde foi que errei, mas o fato é que terminei a prova com um tempo ainda pior do que o que fizera há quatro anos atrás. Isso porque hoje já estou acostumado a distâncias maiores, sou mais experiente e sei dosar melhor as energias. Posso até apontar alguns pontos, como a noite de sono mal-dormida, a péssima posição de largada que obtive, o calor que se não era de 38°C pelo menos era mais forte do que há 4 anos atrás; ou pode ser que eu simplesmente não estivesse no meu melhor dia.
Combinei de encontrar um colega na catraca do metro Trianon-Masp para corrermos juntos, mas infelizmente desencontramos. Fui sozinho me posicionar para a largada. Encontrei fantasiados como Charlie Chaplin, cangaceiros, carnavalescos, dentre outros. Fui trocar uma ideia com um cara que segurava uma placa da cidade de Cerquilho-SP, pois lembro-me de ter visto esta placa em outras provas como a da Tribuna e de Revezamento do Pão-de-Açúcar. Descobri que eles eram um grupo de corredores daquela cidade e que participam de várias provas durante o ano. Sempre levam a placa para aparecer na tv e nas fotos, e contam com um grupo de apoio que recolhe as placas após a largada. Ele mesmo já havia me alertado para não me preocupar com o tempo naquela prova, pois a São Silvestre não é uma corrida para você fazer tempo, e sim para curtir.
Tenho certeza que consegui uma posição de largada muito pior do que aquela de 4 anos atrás. É bem possível, pois se naquele ano eu me posicionei para a largada com pouco mais de 1 hora de antecedência, dessa vez procurei meu lugar faltando pouco mais de 20 minutos. Resultado: ao soar a sirene, levei 5 minutos para conseguir dar o primeiro passo e 15 minutos para passar pelo pórtico de largada (contra 7 minutos da minha outra participação). E não só isso: peguei "congestionamento" durante quase todo o percurso. Gastei muita energia fazendo ultrapassagens, o que até me incomodou um pouco pois simplesmente não conseguia achar espaço para correr. Mas essas coisas são assim mesmo: são 25 mil corredores, cada um com seu ritmo, seu preparo e sua estratégia de corrida. Claro que uma melhor posição de largada me permitiria encontrar melhor meu espaço, mas infelizmente não foi assim e não há muito o que fazer também. A única coisa que me irritou de fato foi ver pessoas caminhando durante todo o percurso desde o primeiro quilômetro, o que certamente atrapalha a vida de qualquer um.
Com relação ao novo percurso, por um lado achei ruim, pois a descida da Consolação proporcionava um espetáculo inesquecível de ver aquele mar de gente correndo com camisetas das mais diversas cores (mas o mesmo pode ser observado na Brigadeiro Luiz Antonio, embora em menor intensidade). Também senti falta do Minhocão, trecho no qual as pessoas que moram nos prédios adjacentes lotavam as varandas e acenavam para os atletas, soltavam rojões e até jogavam água através das mangueiras de suas casas para refrescar os atletas. Um dos momentos mais bacanas da prova que infelizmente foi cortado.
Por outro lado, o novo percurso permitiu que outros trechos do centro de São Paulo fossem explorados. Ao invés da Consolação, seguimos pela Av. Dr. Arnaldo e descemos a Rua Major Natanael, que margeia o Cemitério do Araçá e desemboca na Praça Charles Müller, onde se encontra o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, vulgo Pacaembú. Nesse estádio encontra-se também o Museu do Futebol, que certamente vale uma visita para os mais fanáticos por futebol e também para os nem tanto. Depois seguimos pela Av. Pacaembú e contornamos o Memorial da América Latina em várias ruas estreitas. Em uma delas houve uma distribuição de água um tanto quanto caótica devido à enorme quantidade de pessoas querendo água e ao fato da passagem ser bem estreita. Depois seguimos por um viaduto, uma longa e desgastante subida na qual comecei a sentir também o calor do sol que já subia mais alto.
A partir deste momento eu já me encontrava muito cansado e queria mais que a corrida terminasse logo. Mas ainda assim pude apreciar um pouco do centro velho de São Paulo, começando pela Avenida Rio Branco. Na edição de 2008 seguíamos praticamente pela rua inteira, mas dessa vez dobramos na Praça Princesa Isabel na Av. Duque de Caxias. Nessa praça encontra-se uma estátua gigantesca em homenagem do Duque que ficou famoso na Guerra do Paraguai. Continuamos pelo Largo do Arouche e depois chegamos à "esquina da cidade", o cruzamento da Av. Ipiranga com a Av. São João, que ficou eternizada na música "Sampa" de Caetano Veloso. Essa esquina também estava presente no percurso antigo, embora fosse mais para o começo da prova. Seguimos então pelo Largo do Paissandú e passamos atrás do Teatro Municipal de São Paulo, que se encontra na Praça Ramos de Azevedo. Um prédio muito bonito que também vale uma visita. Chegamos então a um dos cartões-postais da cidade, o Viaduto do Chá, do qual se obtém uma bela vista do centro da cidade. Depois disso contornamos o Largo do São Francisco, sede da Faculdade de Direito da USP, e ganhamos a famosa, temida, amada e ao mesmo tempo odiada subida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio.Logo no começo da subida fiquei um pouco surpreso com a euforia que alguns corredores demonstraram ao iniciarmos esse trecho com gritos de guerra "Uh! Briga-dê-ro! Uh! Briga-dê-ro!". Surpreso e também contagiado. O cansaço era enorme e eu tinha medo de "quebrar" e começar a caminhar durante a subida. Mas felizmente me deixei levar pela animação dos demais corredores e também do público que compareceu em massa para dar seu incentivo. Resultado: não parei em nenhum momento! Posso ter levado cerca de 15 minutos para completar apenas 2km de subida, mas fiquei muito feliz de ter completado a prova correndo do primeiro ao último metro! Aliás, nos metros finais na Av. Paulista, fui capaz novamente de dar um sprint final e correr com todas as forças que ainda restavam, exatamente como há 4 anos atrás. Acho que o fato de sair de uma subida daquelas e voltar a correr no plano equivale a tirar um peso enorme das pernas. Você até se sente mais leve e é capaz de correr mais rápido.
Como mencionei, terminei em 1h36min. Se eu achava meu tempo de 2008 ruim, o de 2012 foi ainda pior. Mas no fim das contas, valeu a pena ter acordado cedo no último dia do ano? Valeu a pena ter que dividir espaço com tanta gente? Valeu a pena sofrer com o calor e as subidas? A resposta só poderia ser uma: COM CERTEZA! Correr é sem dúvida uma das melhores maneiras de você encerrar um ano!
Para 2013 fica mais uma vez o desafio de participar de uma maratona, promessa que fiz para os dois últimos anos e não fui capaz de cumprir. No final de abril tem a Maratona de São Paulo, para a qual já estou treinando. Será que agora vai? Só o tempo vai poder dizer.
Por enquanto deixo aqui a foto da medalha da São Silvestre, talvez uma das mais bonitas de minha coleção.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Map My Run - Dezembro 2012
Em Dezembro registrei quase 115km utilizando o Map My Run. Foi uma ferramenta muito útil a qual utilizei durante o ano. Ao todo realizei 108 treinos, em 107,5 horas percorrendo nada mais nada menos do que 1088,51km. Isso porque tive apendicite e fiquei o mês de Março inteiro e parte de Abril sem correr. Ou seja, se der tudo certo, ano que vem provavelmente superarei esta marca!
Dos treinos realizados este mês, chamo a atenção apenas para aquele realizado no dia 26, logo após o Natal, debaixo de um calor escaldante na Baixada Santista. Fiz o percurso que me propus, fazendo apenas uma pequena pausa para recobrar o fôlego e apreciar a vista no mirante da Ilha Porchat. Era uma preparação para a São Silvestre. Fiz esse treino em 1h43min, praticamente 7min/km, o que considero uma média bem baixa. Mas considerando-se o calor de 38ºC que os termômetros da praia registravam, fiquei mais do que satisfeito.
Esse treino serviu para de fato comprovar o quanto a temperatura influi e muito no nosso ritmo. Se em Buenos Aires consegui fazer 21km em 1h52 e agora fiz menos de 15km em 1h43, essa diferença com certeza deveu-se à temperatura. Em Buenos Aires a largada aconteceu com um friozinho de 7ºC, contra os 38ºC de Santos.
Dia 31, hoje, também participei da São Silvestre, minha quarta e última corrida do ano (até porque não dá mais tempo de participar em nenhuma outra). Mas sobre isso escreverei em um próximo post, em 2013.
Feliz Ano Novo!
Dos treinos realizados este mês, chamo a atenção apenas para aquele realizado no dia 26, logo após o Natal, debaixo de um calor escaldante na Baixada Santista. Fiz o percurso que me propus, fazendo apenas uma pequena pausa para recobrar o fôlego e apreciar a vista no mirante da Ilha Porchat. Era uma preparação para a São Silvestre. Fiz esse treino em 1h43min, praticamente 7min/km, o que considero uma média bem baixa. Mas considerando-se o calor de 38ºC que os termômetros da praia registravam, fiquei mais do que satisfeito.
Esse treino serviu para de fato comprovar o quanto a temperatura influi e muito no nosso ritmo. Se em Buenos Aires consegui fazer 21km em 1h52 e agora fiz menos de 15km em 1h43, essa diferença com certeza deveu-se à temperatura. Em Buenos Aires a largada aconteceu com um friozinho de 7ºC, contra os 38ºC de Santos.
Dia 31, hoje, também participei da São Silvestre, minha quarta e última corrida do ano (até porque não dá mais tempo de participar em nenhuma outra). Mas sobre isso escreverei em um próximo post, em 2013.
Feliz Ano Novo!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Map My Run - Novembro 2012
Já estamos nos aproximando do final do mês de Dezembro, mas só agora consegui escrever esse post sobre as corridas de Novembro. Estive estudando para uma prova que realizei na semana passada e por isso andei sem tempo. Isso poderá ser visto também no post do próximo mês, e por isso não convém tocar nesse assunto agora.
Para o mês de Novembro o destaque vai sem sombra de dúvidas para o treino realizado no dia 17, no qual completei 26km em 2:36:42. Foi o treino mais longo que já realizei até hoje, e o primeiro mais longo que uma meia-maratona (21km). A bem da verdade não senti dificuldades maiores do que aquelas para se correr a meia, mas já deu pra sacar que o grande lance dessas provas de longa distância é mesmo mais mental do que físico.
Mas mesmo com o treino mais longo realizado, ainda o desempenho do mês como um todo ficou abaixo do de Outubro. Isso porque nas duas últimas semanas acabei correndo muito pouco, muito provavelmente por causa do trabalho. No final de semana dos dias 24 e 25 também não realizei nenhum treino devido ao GP Brasil de F1 que acompanhei ao vivo.
Como já mencionei, em Dezembro o ritmo de treinos não está lá dos melhores, mas acho que não terei dificuldades com a Corrida de São Silvestre, última prova minha este ano. Minha única preocupação é com o calor, visto que a largada será às 9hs da manhã. Que venha!
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